"Trono de Vidro" | Review

fevereiro 23, 2026

Se me seguem há algum tempo, certamente sabem que eu leio um pouco de tudo - gosto de explorar géneros e livros diferentes, para não me fartar -, mas geralmente fantasia é um género no qual não me aventuro muito. Em 2025, li uma saga de fantasia da Nora Roberts, mas que eu acho que foi relativamente soft, mas em 2026 decidi aventurar-me numa fantasia bastante conhecida e um pouco mais pesada. O primeiro livro - o que já li - foi-me oferecido por uma amiga (obrigada, R!) e, portanto, foi o mote que eu precisava para me aventurar mais neste género literário. Por outro lado, tinha outra amiga que adorou a série mas que sabe que não estou muito habituada a ler fantasia, então estava com medo que eu não gostasse. Resumindo e concluindo: adorei o primeiro livro e comprei o segundo logo a seguir! Por isso, vamos agora falar do primeiro...



Trono de Vidro, da autora Sarah J. Maas, leva-nos a conhecer Celaena Sardothien, uma jovem assassina que, depois de cumprir um ano de trabalhos forçados na minas de sal de Endovier, é levada até à presença do príncipe herdeiro. Ele oferece-lhe a possibilidade de conquistar a sua liberdade com uma condição: Celaena tem de aceitar representá-lo, como seu campeão, numa competição organizada pelo rei e cujo vencedor terá o estatuto de novo assassino da Coroa. Os oponentes que terá de enfrentar são ladrões, assassinos e guerreiros vindos de todos os cantos do império, sendo cada um deles patrocinado por um membro do Conselho do Rei. 


Celaena aceita o desafio e vibra com os desafios e sessões de treino ao lado do seu treinador e capitão da Guarda, Chaol Westfall. Porém, a vida não corte não podia ser mais entediante. Tudo fica um pouco mais interessante quando o príncipe começa a demonstrar um interesse inesperado por ela... mas é o austero capitão Westfall quem melhor a consegue compreender. Contudo, no meio dos treinos e dos dilemas de Celaena, alguns concorrentes começam a ser encontrados mortos e a assassina decide embrenhar-se numa investigação solitária que lhe garante algumas descobertas surpreendentes.


Logo no início do post já vos dei o spoiler: a verdade é que, mesmo não estando habituada a ler fantasia e tendo algum receio de poder não gostar, eu acabei por adorar este livro e fiquei bastante viciada. Ao fim de alguns capítulos, já não conseguia parar de ler, porque queria sempre saber o que ia acontecer de seguida. A única coisa mais difícil no início foram os nomes das personagens e dos locais, mas, com o passar dos capítulos, vai ficando tudo mais fácil de entender e encaixar.



Nunca achei que fosse gostar tanto de uma assassina, mas adorei que ela transmite vibes de bad-bitch com um coração mole de alguém que adora livros e fica fascinada pela natureza. A Celaena conquistou-me e deixou-me com muita curiosidade para saber mais da sua história passada e dos acontecimentos que a levaram a Endovier. Também fiquei tão dividida quanto ela entre o Chaol e o Dorian, porque acho que ela acaba por ter relações diferentes com cada um, mas acho que, na verdade, ela vê o Chaol mais como melhor amigo ou irmão mais velho, enquanto o Dorian é, sem dúvida, alguém mais especial. Não sendo o romance o foco da história, não deixo de estar curiosa para saber como tudo se vai resolver!


Gostei muito do mistério que foi criado à volta das mortes dos concorrentes e das pontas que iam sendo levantadas, sem que conseguíssemos compreender tudo. Só no final tudo acabou por fazer sentido e houve revelações que me apanharam completamente desprevenida - o que só contribuiu ainda mais para eu ter gostado tanto do livro, porque acho que consegue manter-nos agarrados até à última página.


Se são fãs de fantasia e ainda não leram esta... Não sei do que estão à espera! Se, tal como eu, não costumam ler e têm algum receio, acho que podem sempre experimentar, porque eu acho que foi uma leitura bem mais acessível do que eu estava à espera!

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