quarta-feira, 5 de agosto de 2020

Sê melhor para os outros

agosto 05, 2020 4

Hoje em dia, vivemos numa sociedade altamente competitiva. Há valores que se estão mesmo a deteriorar e a serem deixados para trás em prol da competição e do valor que lhe é dado. Tudo o que nos ensinam, tudo o que nos tentam incutir ao longo da nossa educação é que façamos da nossa vida uma competição em tempo real.

Incutem-nos que devemos ser os melhores alunos, os melhores profissionais, os melhores filhos, os melhores no desporto que praticamos... A base é sempre a mesma: devemos ser melhores que os outros em tudo, quase como se fôssemos obrigados a ser perfeitos e, para isso, tivéssemos de "esmagar" todos os que se cruzam no nosso caminho. É a velha máxima de atingir um fim sem olhar a meios.


A competição está de tal modo intrincada na educação de hoje em dia que eu acho mesmo que há pessoas que começam a perder a noção dos limites. Fazem da sua vida uma competição, em todos os aspetos da mesma, mas quando pensamos realmente sobre elas e sobre a sua vida... O que têm elas? Nada. Porque, ao contrário do que nos querem fazer a acreditar, não ganhamos nada ao viver a nossa vida a competir. Na verdade, acho que acabamos por perder muita coisa. Perdemos momentos com os que nos rodeiam, memórias que nos passam ao lado, a diversão e podemos mesmo perder pessoas. No balanço final, perderemos sempre muito mais do que aquilo que ganhámos. 

Há uns tempos, ouvi alguém dizer que em vez de estarmos tão preocupados em sermos melhores que os outros, devíamos preocupar-nos mais em sermos melhores para os outros. E nunca nada me fez tanto sentido. Porque a verdade é que, enquanto vivermos neste mundo em que tudo é uma competição, vamos deixar de ser uma sociedade para passarmos a andar num campo de batalha. Vamos estar tão ocupados a ser os melhores, a competir com aquele ou com o outro por isto ou por aquilo, que nos vamos tornar alheados do que realmente importa.


E se em vez de tentarmos ser melhor do que a pessoa x ou a pessoa y, tentarmos olhar para elas e perceber em que é que as podemos ajudar? Se tentarmos, todos juntos, fazer algo que possa, efetivamente, fazer a diferença? Sabemos que sozinhos podemos ir mais rápido, mas que juntos iremos mais longe, por isso... É fácil, não é? Paremos com esta estupidez do individualismo e da competição desenfreada e passemos a focar-nos mais em sermos um, todos juntos, e procurarmos ser melhores pessoas para os outros. Em vez de passarmos por cima uns dos outros, para chegarmos a um determinado objetivo, vamos unir-nos para lá chegarmos todos juntos.

Às vezes, basta sorrirmos para a pessoa que está ao nosso lado. Basta um toque. Basta dizermos bom dia ou perguntar se está tudo bem. Basta perguntarmos se podemos ajudar. Já estaremos a ser melhores pessoas para os outros. E isso, sim, vai fazer a diferença se somos melhores ou piores que os outros.




quarta-feira, 29 de julho de 2020

"Outer Banks" | Review

julho 29, 2020 2
Olá, olá! Espero que se encontrem todos bem desse lado e que a vossa semana esteja a correr lindamente.

Na semana passada, após muitas sugestões da vossa parte sobre que série deveria começar a ver, comecei a ver Outer Banks e foram vários os motivos que me levaram a fazê-lo. Primeiro, já há imenso tempo (desde que saiu) que queria vê-la, porque imensos amigos meus viram e fizeram comentários muito bons sobre a mesma; depois, foram várias as pessoas que me recomendaram quando eu vos pedi sugestões e falei com outras pessoas que demonstraram grande entusiasmo pela série, por isso decidi ver. Além do mais, o facto de ainda só ter uma temporada é um ponto a favor, porque assim posso acompanhar a próxima mal ela sair. Portanto, acabei de a ver no domingo e tinha de vos vir falar dela!


Para quem não conhece ou nunca ouviu falar, Outer Banks acompanha um grupo de amigos adolescentes que vivem numa ilha com o mesmo nome, na Carolina do Norte, e que são conhecidos como Pogues, por viverem na zona mais pobre da ilha. Este grupo começa uma busca pela verdade sobre o desaparecimento do lider do grupo, John B., que resulta na descoberta de um antigo tesouro. É a partir deste mote que toda a história se desenvolve, sendo o grupo posto muitas vezes à prova e sendo confrontado com obstáculos nem sempre fáceis de ultrapassar. É uma série original da Netflix que conta com uma temporada com 10 episódios e que tem uma segunda temporada a caminho.


Agora que já vos apresentei a série, vamos à minha opinião. Sinceramente? Adorei, do início ao fim. Acho que criaram personagens apelativas e muito likeable para o núcleo principal e, ao mesmo tempo, criaram personagens vilãs que nos fazem realmente detestá-las. Para mim, um dos pontos principais numa série, é eu conseguir criar uma espécie de empatia ou ligação com as personagens, quase como se as conhecesse e fossem minhas amigas - não sei se me explico bem, mas séries nas quais as personagens me parecem muito superficiais e em que me são muito "neutras" não puxam por mim. 

Além deste ponto forte que são as personagens, acho que a história também é incrível porque nos mantém colados ao ecrã. É uma história que nos faz questionar o que vai acontecer a seguir, se eles vão ser capazes de ultrapassar aquele obstáculo... Há episódios que nos dão vontade de prender a respiração e confesso que os 3 últimos episódios deixaram-me totalmente colada ao ecrã, de respiração suspensa, porque só queria que tudo se resolvesse e ver como as coisas terminavam. Acho que isto é um ponto chave numa série: a capacidade de nos colar e de nos fazer querer ver sempre mais


A única crítica que tenho a fazer não está só ligada a esta série, mas muito a todas as séries e filmes que se têm feito ultimamente: usar gente com quase 30 anos a fazer de adolescentes de 16. Não faz sentido, porque todos nós sabemos um rapaz de 16 não tem aquela aparência. E isto é algo que se tem perpetuado nos filmes e séries porque querem sempre arranjar atores/personagens que sejam visualmente apelativos ao público e só o conseguem através de rapazes mais velhos.

Mas pronto... Críticas à parte, adorei a série, recomendo imenso e espero que a 2ªtemporada seja tão boa ou ainda melhor que a primeira!

Já viram a série? Se sim, falem comigo nos comentários e digam-me o que acharam.

quarta-feira, 22 de julho de 2020

Hawaii Five-0 | The End

julho 22, 2020 2

Não foi há muito tempo que comecei a ver séries policiais/criminais, porque até então não via nelas grande interesse. Contudo, num dia qualquer em que estava aborrecida, comecei a ver alguns episódios soltos de NCIS: Los Angeles e logo depois viciei na série e comecei a vê-la desde o início (aguardo ansiosamente a próxima temporada). Desde então, comecei a ver algumas séries criminais na televisão, mas sem seguir propriamente, vendo apenas alguns episódios soltos, porque me apanhei a gostar deste género de séries pela questão da novidade e do suspense em cada episódio. E Hawaii Five-0 (ou, em português, Hawaii: Força Especial) era uma dessas séries que eu apenas acompanhava através de episódios soltos na televisão. Mas houve um dia em que vi um episódio muito mais avançado e fiquei curiosa, por isso lá fui eu regressar à primeira temporada para devorar tudo desde o início. E eis que me apaixonei. Posso, com segurança, dizer que entrou quase diretamente para o top das minhas séries favoritas (empatada com NCIS: LA).



Escrevo este post um dia após ter visto o episódio final e ainda com as emoções muito à flor da pele, porque acabar uma série de que gostamos muito é, para mim, mais ou menos o mesmo que acabar um livro que adorámos - é preciso fazer uma espécie de luto das personagens, da história em si, antes de poder avançar para o seguinte. Não quero com este post fazer uma review da série ou um resumo ou o que quer que seja, mas quero sim partilhar convosco a minha opinião sobre a série, nomeadamente sobre a última temporada e o final - prometo que vou tentar não dar grandes spoilers.

Começando por falar da série, no geral, vejo-me obrigada a dizer que o elenco é absolutamente incrível, assim como os escritores/produtores/realizadores, whatever. Eu não percebo nada de realização nem nada dessas coisas, mas o motivo pelo qual faço esta afirmação é porque criaram e trouxeram até nós personagens incríveis, super engraçadas e, ao mesmo tempo, com uma história e grande profundidade. Foram personagens complexas, bem construídas e que trouxeram a nós todo o tipo de emoções - tanto é possível, num momento, estarmos a rir à gargalhada com as discussões do Steve e do Danny (que discutem como um casal de velhotes), como a seguir podemos estar a chorar com algo que lhes aconteceu ou do seu passado. É uma história que, mais do que nos trazer casos de investigação que quase dão vontade de virarmos detetives ou polícias ou McGarret's desta vida, nos faz viver as emoções das personagens, apegarmo-nos a elas e às suas histórias e viver todas as aventuras com ela. Acho que foi pelas personagens que eu me apaixonei, pela história delas, e foi isso que me fez querer acompanhar toda a história do início ao fim.


Obviamente, também nos trouxeram casos enigmáticos, misteriosos, tristes ou totalmente absurdos e cruéis, o que acaba por "apimentar" a história e, ao longo de toda a história, houve momentos verdadeiramente de prender a respiração e de nos fazer sentir tão ansiosos ou confusos como as personagens. Acho que é preciso alguma mestria para criar um tipo de história que tenha todos os ingredientes chave para nos prender ao ecrã por 10 temporadas, mesmo havendo mudanças no elenco e mesmo com saídas de personagens de grande importância, e acho que esta série é uma das que consegue isto (obviamente, na minha opinião de leiga espetadora). 

E já que falei da saída de personagens importantes... Tenho de admitir que fiquei um bocadinho de pé atrás com a saída da personagem Chin Ho Kelly, da Kono Kalakaua e até do Max Bergman, porque achei que ao "destruírem" o leque principal de personagens a série ia perder qualidade e os personagens que chegassem nunca seriam tão bons. Contudo, devo confessar também que rapidamente percebi que estávamos enganados. Quer a personagem Tani Rey como Junior Reigns vieram encaixar perfeitamente e fizeram com que eu os adorasse quase instantaneamente (e torcesse desde o início para ficarem juntos), assim como, mais tarde, aconteceu com a personagem Quinn Liu, culminando numa última temporada que eu adorei - quase que me arrisco a dizer que foi a minha preferida, mas não quero cometer um erro porque posso estar a menosprezar uma outra temporada de que tenha gostado (ahahah). Foi uma temporada bestial no que toca aos casos que surgiram, à evolução pessoal de cada personagem, ao desenvolvimentos das relações entre eles... Adorei mesmo!


Chegamos, então, ao episódio final... E eu tenho de ser honesta e admitir que esperava algo diferente, mais concreto e fechado. Sinto que foi um final um bocadinho aberto - e admito que haja quem goste desse tipo de finais - e gostava que tivesse sido de uma outra forma, mas também não quero entrar em grandes detalhes para não dar spoiler a ninguém. Para além de toda a ação inicial do episódio (que me fez soltar algumas lágrimas), os últimos segundos do último episódio aqueceram o meu coração e quase me fizeram saltar de alegria com o facto de ter acontecido algo que eu queria há muito tempo (e agora é a altura em que ficam curiosos e vão ver a série toda ahahah), pelo que eu quase perdoei o facto de terem deixado de fora do episódio outras coisas que gostava de ter visto.

Resumindo e concluindo, porque já vos dei muita seca, adorei a série e vou ter muitas saudades destas personagens, desta história. Vai ser estranho não ter episódios novos, não ouvir novas discussões entre o Steve e o Danny, não ver o Grover, a Tani ou o Junior a dançar, não me armar em detetive durante um episódio para descobrir o criminoso... Mas, sempre que der saudade, vou ver os episódios repetidos que vão passando na Fox e sempre vou matando algumas saudades.

Próximos planos no que toca a séries? Hum... Tenho várias em pausa para atualizar e algumas da Netflix que quero começar a ver, mas daqui a uns tempos ponho-vos a par de todas as séries que ando a ver. Contem-me nos comentários se viram Hawaii Five-0 e o que acharam, bem como que séries andam a ver!




quinta-feira, 16 de julho de 2020

Métodos de Estudo: o que mudou com o ensino à distância?

julho 16, 2020 0

Quando traçámos os nossos planos e objetivos para 2020, nunca pensámos como tudo seria tão diferente do que imaginámos. Está a ser um ano verdadeiramente atípico e um tanto ou quanto caótico, tudo por causa de uma pandemia que veio alterar drasticamente as nossas vidas. E a verdade é que as alterou a todos os níveis, fazendo-nos adotar novos hábitos que nada têm a ver com os anteriores. 




Para todos os estudantes, seja de que grau de ensino for, as aulas presenciais - de que estamos continuamente a reclamar - foram trocadas pelo ensino à distância e acho que, neste tempo, já posso generalizar e afirmar que todos nós já damos o devido valor às aulas presenciais, não? Sendo muito sincera, acho que este não é um método que se possa adotar a longo prazo, porque isso vai levar a uma pioria dos resultados a nível geral. A concentração decresce significativamente durante as aulas em casa, porque as distrações são muito mais abundantes e torna-se extremamente difícil mantermo-nos atentos durante o tempo total das aulas - pelo menos, eu senti isso e sei que muitos dos meus amigos passaram pelo mesmo. Além disso, eu sinto que tem um grande impacto na nossa saúde mental. Para mim, o facto de ter deixado de ter os períodos "casa-escola" e "escola-casa" para desanuviar a cabeça, de ter deixado de ter intervalos de cinco minutos entre as aulas para conversar com os amigos e ter passado o tempo todo sentada à secretária, sempre a pensar e a fazer o mesmo, tornou-se muito complicado de gerir emocionalmente, em determinados momentos. Sentia-me muito mais cansada a todos os níveis e isso torna-se muito desmotivador. Apesar disso, o ano está concluído e agora tenho mais de dois meses para descansar, recarregar baterias e preparar-me para um próximo semestre ainda muito incerto. 

Perante todas as alterações relativamente ao modo de ensino, também os meus hábitos de estudo sofreram alterações. Como passei todo o meu tempo em casa, os horários das aulas mudaram um bocadinho e todo o sistema de avaliação acabou por sofrer algumas alterações, acabei por adaptar os meus métodos de estudo a esta nova metodologia de ensino. Hoje, partilho convosco quais as estratégias de estudo que usei durante o tempo de ensino à distância!

  • Com este novo formato de aulas, tornou-se mais necessário para mim, e muito mais útil, manter sempre a matéria em dia, porque ela parecia acumular-se com ainda mais facilidade. Por isso, a estratégia que adotei foi, no dia anterior ou nas horas livres anteriores a uma determinada aula, fazer os meus apontamentos da matéria dada na aula anterior, para assim poder ter toda a matéria bem fresca na minha cabeça e poder esclarecer quaisquer dúvidas que tenham ficado. Isto revelou-se muito útil quando chegou a hora de estudar para a avaliação teórica, porque tinha a matéria muito mais presente na minha cabeça.
  • Todos nós temos aquelas cadeiras/disciplinas cuja matéria achamos uma verdadeira seca, o que torna muito mais complexo o processo de arranjar motivação para estudar para elas. Assim, o que fiz foi fazer os meus apontamentos a computador, porque torna o processo todo muito mais rápido e menos aborrecido. 
  • Com o tempo todo que passei a ter disponível para estudar (visto que não havia muito mais para fazer e que, quando estava a fazer outra coisa, me sentia mal porque o meu dever era estudar), consegui estudar para as minhas avaliações com algum tempo de antecedência, motivo pelo qual adaptei um pouco a minha forma de o fazer. O que eu fiz foi: após construir os meus apontamentos (resultantes do material fornecido pelos professores e dos apontamentos que retirava das aulas), fazia uma leitura ativa (em voz alta, normalmente) e sublinhava aquilo que era mais importante. Depois, passava aos "resumos dos resumos", usando flash cards ou mapas mentais, consoante aquilo que eu achava que se adaptava melhor ao tipo de matéria.

  • Muito relacionado com aquilo que vos falei no post sobre produtividade, e à semelhança do que já fazia previamente, comecei a apontar tudo o que queria fazer e a estabelecer metas objetivas para os meus dias. Isto tornou muito mais simples a organização do meu tempo e é, inclusivamente, um fator motivacional quando vou vendo as tarefas a serem cumpridas ao longo do dia. 
  • Aprendi uma lição muito valiosa sobre respeitar o ritmo do meu corpo. O que é isso, afinal? Comecei a ouvir os alertas que o meu organismo me enviava e comecei a perceber quais as horas a que estudava melhor, qual o período do dia em que me sentia mais produtiva; a perceber quando é que precisava de parar e descansar (porque estava a exigir demasiado de mim); a perceber que precisamos de cuidar bem do nosso corpo para a nossa mente estar bem também e para o nosso cérebro conseguir funcionar devidamente. Frequentemente, ignoramos todas estas coisas e isso acaba por dar cabo de nós e da nossa saúde. Não se esqueçam que nenhuma frequência ou teste ou exame merece que vocês estraguem a vossa saúde física e/ou mental!

Acho que tudo o que, na nossa vida, nos ensina algo e nos muda de alguma forma deve ser mantido, por isso estes métodos sem dúvida vão-se manter e vou usar as lições que aprendi neste confinamento no futuro! 

Espero que tenham gostado deste post e que ele vos possa ser útil, no futuro!



quinta-feira, 9 de julho de 2020

Verão 2020 | Quais os meus planos?

julho 09, 2020 6

Como vos disse no post sobre o balanço de 2020 e no Instagram do blogue, muitos dos objetivos que estabelecemos no início do ano e dos planos que tínhamos tiveram de ser postos em stand-by, adiados ou adaptados aos tempos que vivemos. E o mesmo acontece com o nosso verão. Acredito que a maioria de nós (sobretudo os que ainda estudam) tinha imensos planos para o verão, de coisas que gostava de fazer com os amigos ou com a família ou até mesmo sozinhos, e alguns desses planos talvez não sejam muito viáveis de momento. Contudo, acho que devemos, na mesma, tentar tornar o nosso verão o melhor possível. Continuam a haver imensas coisas que podemos fazer para tornar o nosso verão diverso e produtivo, apesar de termos de adaptar os nossos planos a esta "nova normalidade". 

Eu já fiz a minha lista de coisas que gostava de fazer este verão e hoje vou partilhá-la convosco. Vamos a isto!


  • Aproveitar para estudar um pouco algumas coisas que já dei na faculdade (um bocadinho nerd, eu assumo), mas que não foram realmente aprendidas. São matérias que me interessam bastante e eu acho que quando estudamos um determinado assunto porque nos interessa, é muito mais fácil de realmente adquirirmos os conhecimentos. 
  • Ler, no mínimo, 5 livros (ou seja, ler toda a coleção After antes de iniciar o próximo ano letivo).
  • Continuar a treinar duas vezes por semana
  • Publicar uma vez por semana, aqui no blogue.
  • Acabar de ver Hawaii Five-0 e atualizar todas as restantes séries que tenho pendentes. 
  • Começar o meu bullet journal, visto que decidi que no próximo ano letivo vou usar esta ferramenta de organização, ao invés de comprar uma nova agenda. (Depois, partilho tudo convosco!)
  • Aperfeiçoar e treinar mais o meu inglês e aprender uma língua nova - ambos objetivos que tenho há já algum tempo mas que têm vindo a ficar para trás.
  • Aproveitar o que a pandemia nos trouxe de melhor e assistir a todas as formações / webinars / palestras que estão disponíveis online, sobre temas que sejam do meu interesse (nomeadamente, na área em que estudo).
  • Continuar a minha "luta interior" de melhorar a minha alimentação, adotar novos hábitos e fazer escolhas mais saudáveis.
  • Aprender coisas novas e procurar novo conteúdo para continuar a trazer-vos aqui ao blogue publicações de que me orgulhe e que vos agradem. Por isso... continuem desse lado para ver o que aí vem!
Estes são os principais planos e objetivos que eu defini para o meu verão deste ano. E vocês, o que querem mesmo fazer durante este verão/as vossas férias?



quinta-feira, 2 de julho de 2020

Já sou 1/2 Fisioterapeuta!

julho 02, 2020 4
2 de 4 - check!

Calma, calma, malta! Não, não podem começar a mandar mensagens a falar-me dos vossos problemas e a esperar que vos dê soluções! - estou a brincar, só para esclarecer (estou sempre disponível para falar convosco sobre tudo). Mas dois dos quatro anos do curso já estão feitos e passaram completamente a correr. 

Quando olho para os últimos dois anos, fico totalmente boquiaberta. Dois anos que passaram como se fossem dois meses. Lembro-me do primeiro dia em que cheguei à faculdade completamente perdida sobre o que seria aquele ano, aquele curso, sobre o que ia encontrar. E encontrei tantas coisas boas! Encontrei pessoas fantásticas, que se tornaram numa nova família e que eu quero levar para toda a minha vida; vivi experiências espetaculares que foram bem além de todas as expetativas; criei memórias que guardo com o máximo carinho num cantinho do meu coração para nunca mais esquecer; encontrei um curso pelo qual me apaixono todos os dias.



Durante o meu secundário, eu nunca tive uma ideia bem definida daquilo que queria ser, do curso que iria escolher na faculdade. Sempre gostei de muitas coisas diferentes e isso levou-me a uma grande e constante indecisão e mudança de ideias. Sabia que queria saúde e também sabia que queria contactar com o público - não me via a passar a vida num laboratório, embora tenha colocado Bioquímica no leque das minhas opções. Acho que só mesmo no momento de fazer a candidatura é que decidi que queria Fisioterapia e só percebi o quanto queria no dia que saíram os resultados e eu percebi que não teria ficado tão feliz se tivesse entrado noutro qualquer curso. 

Depois de ter entrado, essa felicidade e a minha admiração por este percurso profissional só tem crescido, porque tenho percebido muito melhor a importância tão grande que um Fisioterapeuta pode ter na vida de alguém. É uma profissão nobre e muito bonita e eu quero realmente poder, no futuro, honrá-la. Há tantas áreas diferentes, todas tão bonitas e igualmente importantes, que podem realmente mudar a vida de uma pessoa ou ajudá-la a ter uma vida um bocadinho melhor. 

Agora que dois anos do curso já passaram - este último de uma forma bem diferente do que o esperado e não o aproveitei como gostaria, em nenhum aspeto -, e que o próximo ano já me vai levar a um contacto muito mais próximo com a prática e com as pessoas, as expetativas são grandes. Contudo, o receio também é grande, porque é uma grande responsabilidade ter a saúde e o bem-estar de alguém nas nossas mãos. 

O que vem aí, eu não sei nem posso prever. Contudo, espero que seja tão bom ou melhor do que aquilo que já passou e que eu possa continuar a aprender para, no futuro, poder ajudar as pessoas (que foi, no fundo, aquilo que sempre quis fazer do meu futuro). Que venha o 3º!


sábado, 27 de junho de 2020

"O Bloco das Crianças de Auschwitz" | Review

junho 27, 2020 0

A quarentena fez-me acelerar um pouco o ritmo de leitura, porque passei a estar mais tempo em casa e, assim, a aproveitar todos os momentos livres para ler. Contudo, a chegada das avaliações e o facto de o semestre ter começado a "apertar", fez com que eu tivesse de diminuir um pouco o ritmo e demorei algum tempo a ler o livro que hoje aqui vos trago. Além da minha falta de tempo, sinto que também não é um livro de leitura fácil, não só pela temática que aborda, mas também pelo facto de os capítulos serem grandes (e subdivididos em diversas partes). 


O Bloco das Crianças de Auschwitz é um romance autobiográfico sobre o bloco das crianças de Auschwitz-Birkenau, escrito por um sobrevivente do Holocausto, Otto B. Kraus, editado em 2019. Este romance fala-nos sobre um grupo de pessoas que se conhecem no campo de concentração de Auschwitz-Birkenau, em especial de Alex Ehren, um poeta e também professor no bloco das crianças, onde dá aulas ilegalmente às crianças do seu grupo. É a partir desta personagem que Otto B. Kraus nos conta a história de várias centenas de crianças judias que viveram no campo de Auschwitzz-Birkenau entre 1943 e 1944

"Dormíamos num beliche para quatro pessoas mas, em alturas de sobrelotação, éramos sete e por vezes oito de cada vez. Havia tão pouco espaço que, quando um de nós precisava de aliviar a pressão no corpo, tínhamos todos de nos virar num emaranhado de pernas, peitos e barrigas ocas como se fôssemos uma criatura com vários membros, um deus hindu ou uma centopeia. Desenvolvemos uma relação de intimidade, não só física, mas também mental porque sabíamos que, embora não tivéssemos saído todos do mesmo útero, iríamos certamente morrer juntos."



Este é um livro que me fez pensar muito sobre vida, no geral. Mas, sobretudo, sobre quão sortuda sou por ter nascido onde nasci e na época em que nasci. Houve milhares de crianças que nunca chegaram à minha idade porque um maluco megalómano (e todos aqueles que acreditavam nele cegamente) decidiu que os judeus eram uma raça inferior que devia ser exterminada. Escrever isto só me faz repugnar ainda mais tudo o que aconteceu no Holocausto e torna-se cada vez mais absurdo. 

Nas várias personagens que vamos conhecendo, encontramos formas muito diferentes de encarar a vida e as condições desumanas em que milhares de pessoas viviam, nos campos de concentração. Existem aquelas, como Alex, que se sentem completamente injustiçadas, que sentem que a vida acabou, que tentam sobreviver a cada dia, agarrando-se à pequena luz de que talvez todos juntos se possam revoltar contra os alemães. Depois existem aqueles, como Lisa, que preferem viver na ingenuidade e na inocência de viver um dia de cada vez, viver o presente sem pensar no amanhã. Existem ainda os que acreditam que tudo há de acabar em bem e que hão de conseguir, no fim da guerra, ir viver para a Palestina ou aqueles que se agarram à fé na esperança de que isso os salve. Todas visões diferentes de pessoas que não têm culpa de terem nascido no seio de famílias judias e que apenas procuram uma justificação ou uma explicação ou mesmo uma escapatória para o sofrimento em que vivem.

Foram todas estas pessoas que, mesmo vivendo em condições desumanas, sem terem uma refeição decente por dia, se uniram para tornar o Bloco das Crianças num sítio de paz, onde aquelas crianças encontrassem uma fuga à sua realidade e pudessem aprender e ser felizes. E parece quase impossível que num local tão horrível como um campo de concentração possam haver crianças felizes, mas este livro faz-nos perceber que a felicidade se consegue com pouco. Por vezes, basta termos alguém a olhar por nós, a tomar conta de nós, a querer ensinar-nos algo e a distrair-nos da violência do mundo fora das quatro paredes para encontrarmos uma bolha de felicidade. Todas aquelas crianças sobreviveram durante meses e meses com pouquíssima comida e condições de higiene deploráveis graças a um grupo de pessoas generosas que lhes quiseram dar uma oportunidade de ser crianças e de viver algumas das coisas que ainda não tinham podido viver. Foi naquele bloco que conseguiram conhecer um pouco de uma realidade que, algumas delas, nem nunca tinham vivido e que conseguiram aprender um pouco daquilo que os professores e monitores tinham para lhes ensinar, animando algumas tardes com teatros e concursos de poesia. 



Para mim, a grande mensagem deste livro está aí: na capacidade de resiliência e, acima de tudo, na compaixão; entender que, mesmo no meio do caos, nós podemos criar uma centelha de luz e esperança, nem que esta dure apenas algumas horas. Se, no meio daquele antro de violência, aquelas pessoas conseguiram criar um pedaço de céu na terra, porque haveríamos nós de não o conseguir também?

Que este tipo de livros sirvam para nos relembrar todos os dias que precisamos de lutar por um mundo livre, onde haja justiça e igualmente. Porque pessoas como Hitler continuam a andar por aí e todos nós já ouvimos falar de algumas delas.






sábado, 20 de junho de 2020

Balanço de 2020 | O que já cumpri e o que está por cumprir

junho 20, 2020 3

2020 ainda vai a meio, mas já todos percebemos que muitos dos objetivos que tínhamos traçado para este ano talvez tenham de ficar em stand-by até ao próximo ano. A COVID-19 veio estragar muitos dos nossos planos ou alterá-los e, por isso, talvez esta seja uma boa altura do ano para olharmos para a nossa lista de objetivos - vermos o que foi cumprido, o que está por cumprir, o que não se poderá cumprir este ano e, quem sabe, estabelecer novos objetivos. Ainda temos seis meses pela frente para fazermos o que tínhamos planeado, contudo talvez existam coisas que precisam de ser adaptadas à "nova normalidade" ou então que têm de ser adiadas até que se possam realizar.

Assim, após ter pedido o vosso feedback relativamente a este assunto no Instagram do blogue, hoje vou fazer convosco um balanço do meu 2020. Ver o que já cumpri, o que ainda posso vir a cumprir e o que não cumpri ou que terei mesmo de "riscar" da lista deste ano. Vamos a isso?


Em janeiro, partilhei convosco as minhas metas para 2020 e é exatamente por lá que vou guiar este post!
  • Acho que a primeira meta que me propus, relacionada com o facto de tornar este espaço num sítio de que me orgulhasse, está a ser cumprida. Sinto-me realmente feliz com aquilo que tenho feito por aqui, com o conteúdo que tenho criado para o blogue e também com a forma como tenho tentado dinamizar um pouco mais o Instagram do blogue. Portanto, apesar de esta ser uma medida que só ficará verdadeiramente cumprida no final deste ano, sinto que está a ser realizada com sucesso!
  • Propus-me a melhorar hábitos alimentares, mas confesso que esta meta ainda não está atingida. Tenho bebido mais água e a quarentena ajudou-me a reduzir no consumo de chocolate, mas nem sempre faço as opções alimentares mais saudáveis e isso é algo a que tenho de me educar, mas não está a ser fácil. 
  • Como é óbvio, a meta que falava sobre viajar mais e conhecer locais novos, está riscada da lista das metas cumpridas. Acho que, tão cedo, isto não vai poder acontecer, pelo menos como gostaria. Veremos como os próximos tempos evoluem.
  • Mas como a quarentena e a pandemia não nos trouxe coisas más, comecei efetivamente a fazer mais exercício físico. Tento sempre fazer, no mínimo, uma vez por semana. Não é o ideal, nem corresponde ao recomendado, mas é um grande avanço para mim e sinto-me muito feliz por estar a alcançar esta meta. 
  • Também não fiz nenhum curso para melhorar o meu inglês, ainda, mas pretendo usar estas férias de verão para fazer coisas novas e investir mais no meu conhecimento, portanto quem sabe esta meta passe a ser um objetivo para o meu verão 2020.
  • Tinha também estabelecido que queria ser mais produtiva, mais proativa e procrastinar menos. Acho que a quarentena também me ajudou nisto, porque estando sempre em casa fui obrigada a gerir o meu tempo e as minhas rotinas de outra forma. É claro que há sempre momentos de procrastinação, mas como vos falei há umas semanas num post aqui no blogue, aprendi a aceitar que sermos produtivos não quer dizer fazermos um monte de coisas todos os dias. Por isso, considero que este objetivo está a ser cumprido e espero que seja mantido
  • Outra meta que não estava no post de janeiro, mas que está em progresso é o facto de ler mais: criei uma conta no GoodReads e estabeleci o meu objetivo para 2020. Ainda não vai a meio, mas espero que agora que voltei a ter mais tempo para ler, consiga concluí-lo.
Muitos outros objetivos que tinha estabelecido para mim mesma não se realizaram ou estão em stand-by devido a toda a situação que vivemos, mas se não se concretizarem este ano, espero que se concretizem para o ano. No final deste ano, volto a falar convosco para fazer um balanço mais alargado sobre todo o ano e sobre o que ainda aí há de vir - que, espero eu, seja melhor do que aquilo que já passou.



Em que ponto é que estão nas metas e objetivos que traçaram para o vosso ano de 2020? Tiveram de "desistir" de muitos deles devido à pandemia ou continuam empenhados em concretizar tudo o que planearam? Partilhem comigo os vossos balanços deste primeiro semestre de 2020 nos comentários.













domingo, 14 de junho de 2020

"Uma Villa em Itália" | Review

junho 14, 2020 0

Tenho-me vindo a aperceber, desde que comecei com o Fika, que não há nada que me dê mais prazer do que partilhar as minhas descobertas literárias convosco. Gosto de partilhar convosco os livros que leio e que despertam algo em mim para que, quem sabe, também possam despertar algo em vocês. Felizmente, tenho lido bastante e isso permite-me partilhar esta minha paixão pela leitura convosco, aliando-a à minha paixão pela escrita.

Assim sendo, introduções filosóficas à parte, hoje venho partilhar convosco mais um livro que li recentemente e que me apaixonou. É um daqueles livros que quero certamente reler no futuro, porque gostei mesmo muito e porque se revelou uma excelente surpresa. Vamos a isto?



Uma Villa em Itália é um romance cheio de mistério escrito por Elizabeth Edmondson, lançado no ano de 2008. Este livro leva-nos a conhecer quatro personagens fulcrais, aparentemente sem qualquer ligação entre elas: Delia, uma cantora de ópera que não consegue esquecer o ex-namorado que a trocou pela sua irmã; George, um cientista nuclear que não se perdoa por ter tido um papel no desenvolvimento da bomba atómica; Marjorie, uma escritora de policiais em bloqueio criativo que conduzia ambulâncias durante a guerra; e Lucius, um banqueiro americano que vive assombrado pelas memórias da guerra. A única coisa que, aparentemente, têm em comum é o facto de terem sido mencionados no testamento de Beatrice Malaspina, um nome que nenhum deles conhece. Assim, são obrigados a deslocar-se até Itália, mais precisamente, à Villa Dante, a casa de Beatrice Malaspina. Enquanto esperam por respostas para todas as suas dúvidas, a magia daquela bonita casa começa a exercer o seu efeito sobre cada um deles, fazendo com que comecem a partilhar mais um pouco de si mesmos uns com os outros e comecem a sentir que a mudança nas suas vidas é possível. Mas a dúvida permanece: quem é Beatrice Malaspina, qual a sua ligação a cada um deles e por que foram chamados àquela espantosa villa?

Posso dar-vos já um spoiler muito soft: para encontrarem as respostas a estas perguntas e a todas aquelas que surgem na cabeça durante a leitura deste livro, têm de o ler até às últimas páginas, porque apenas nas duas ou três últimas páginas é que a verdade é desvendada por completo. Isso, para mim, funcionou como combustível na leitura desde livro. Inicialmente, comecei com uma "leitura envergonhada", porque a primeira parte do livro é uma apresentação das personagens, de certo modo, e o relato da descoberta de cada um sobre a menção do seu nome no testamento de uma mulher que não conhecem e de que nunca ouviram falar. Contudo, quando a ação se começa efetivamente a desenrolar, esta história prende-nos completamente. É viciante e apaixonante.

Adorei a escrita da autora, a forma como ela descreve a villa e nos faz imaginar um espaço lindíssimo na nossa cabeça, deixando-nos com vontade de podermos ser teletransportados para lá. E adorei aquilo que ela fez com as personagens. Criou personagens que, à primeira vista, parecem superficiais, mas que têm uma profundidade gigante que vamos descobrindo aos poucos. O facto de ela não nos dar tudo de uma só vez, de mão beijada, obriga-nos a continuar a ler para descobrirmos realmente o que há por baixo de todas as camadas das personagens, das suas histórias e até das suas famílias. E tudo isto para que, no fim, possamos compreender qual a ligação daqueles, inicialmente, quatro estranhos à enigmática e misteriosa Beatrice Malaspina.



É um livro que é leve, ótimo para ler num verão à beira-mar, mas, ao mesmo tempo, tem uma componente intensa que advém das histórias de vida daquelas personagens principais, mas também de todas as personagens que, sendo secundárias, tornam a história muito mais rica e lhe dão sentido. Jessica, Theo, Felicity, Richie e até mesmo Olivia são personagens que não nos parecem ter grande relevância para o enredo em si. Achamos que são apenas personagens secundárias que nos ajudam a entender as personagens principais. Mas será mesmo só isso? Acho que têm de ler para descobrir a real relevância destes nomes.

Resumindo e concluindo: adorei este livro e recomendo a 100%. Como disse, é um livro leve e que se lê super bem, vai-vos deixar apaixonados e viciados até à última página. Contudo, vai também fazer-vos refletir sobre determinadas coisas, sobretudo por não se passar nos nossos dias de hoje, mas nos anos 50, num período pós-guerra.

Espero que as minhas palavras vos tenham aguçado a curiosidade e que gostem tanto de ler as minhas partilhas quanto eu gosto de as escrever para vós. Espero também que se encontrem todos bem! Encontramo-nos por aqui em breve.


segunda-feira, 8 de junho de 2020

Reflexões com cheiro a mar

junho 08, 2020 4

Água salgada, 
Alma lavada.

Esta pandemia e todas as coisas que ela nos trouxe, como o confinamento e o distanciamento social, têm-nos feito valorizar mais determinadas coisas que antes eram banais e que tomávamos como garantidas. Foi neste desconfinamento, após meses a dizer cá em casa que queria ver o mar, que me apercebi do quão feliz me fez poder sentir o cheiro a maresia, a brisa do mar a bater na cara, o sol a aquecer a pele, o som das ondas a bater nas pedras a chegar aos meus ouvidos... Um simples passeio na marginal, ao lado do mar, mudou completamente o meu humor e recarregou as minhas baterias. E eu acho mesmo que há um ano, ou há uns meses, não teria dado tanto valor nem tanta importância a este pequeno passeio que me serviu para respirar fundo e espairecer

Que este tempo de confinamento nos tenha servido para aprender mais sobre nós e que nos tenha ensinado a dar valor às coisas mais pequenas, mas que realmente fazem uma grande diferença!





quarta-feira, 3 de junho de 2020

Que o grito se torne eco!

junho 03, 2020 0

Estamos a viver uma época conturbada. 2020 tem sido um ano caótico e quando achamos que nos estamos a começar a “livrar” de uma pandemia que mudou toda a nossa vida, surge uma nova temática que poderia dizer só respeito aos EUA, mas que rapidamente se disseminou por todo o mundo. Nós temos esta mania de achar que somos povos muito avançados, civilizações modernas, mas depois damos por nós a continuar a ter discussões sobre racismo e xenofobia, a ver pessoas a ser mortas às mãos (ou devia dizer aos joelhos?) de um polícia porque têm uma cor de pele diferente. E achamos sempre que isso é “lá no país deles”, que é um problema dos outros, mas se pararmos e refletirmos sobre o assunto, não será isso algo transversal a todas as sociedades atuais? Porque eu sinto que quanto mais modernas se tornam as civilizações, mais discrepantes se tornam as diferentes entre grupos sociais, mais preconceituosas as pessoas se tornam, mais se exacerbam as hierarquias e mais as pessoas têm a mania da superioridade. Por isso, em vez de evoluirmos, começamos a regredir.

Historicamente, isto já aconteceu antes. Por isso se aboliu a escravatura. Por isso aconteceu a II Guerra Mundial. Por isso aconteceu o Apartheid. Porque as minorias, os “mais fracos”, decidiram que tinham de se revoltar contra o regime, contra aqueles que estavam mal, contra a discriminação. Ergueram as suas vozes o mais alto que puderam até que o seu grito fosse ouvido e se tornasse o eco na cabeça de todos.

Gostava que este fosse um desses momentos históricos, desses gritos que às vezes mesmo sussurrados nos correm as veias, deixam cada pelo do nosso corpo eriçado e nos aceleram o coração. Gostava que isto fosse um sinal de mudança. Gostava que todos esses políticos megalómanos e ditadores desaparecessem da face da terra ou que, pelo menos, as pessoas que neles acreditam como se fossem crianças à espera de um doce percebessem a realidade; percebessem que vivemos num mundo onde as discrepâncias entre grupos sociais aumentam, colocando um fosso entre eles impossível de transportas, e que só irão acabar quando esse tipo de gente parar de instigar o ódio e começar a proclamar a paz. Mas sonhar com um mundo assim é uma utopia, não é?

Eu cá continuo a rever os meus valores, a repensar as minhas atitudes e a olhar para a sociedade onde me insiro segundo uma nova perspetiva. Talvez um dia descubra uma forma de a mudar, de que o grito murmurado de todas as pessoas que sonham com um mundo em que há igualdade, paz e justiça se torne ensurdecedor e fique a ecoar no Universo.





sábado, 23 de maio de 2020

A importância de uma boa noite de sono | Dicas

maio 23, 2020 2
Segundo a Associação Portuguesa do Sono, o sono é um processo biológico natural do organismo e fundamental para a reparação e manutenção do equilíbrio do ser humano. O sono é muito importante na recuperação da energia para o dia seguinte, no equilíbrio metabólico e também no desenvolvimento físico e mental. 

Especificamente, a importância e o impacto do sono em todos os nossos ritmos biológicos são fundamentais, mas, de uma forma geral, o sono tem um papel essencial na promoção da saúde, porque os distúrbios do sono podem ser causadores ou consequências de outros problemas de saúde. Uma noite de sono perturbada ou com poucas horas vai ter influência no desempenho cognitivo, diminuindo inclusivamente a capacidade de concentração. Por isso, sobretudo nesta fase conturbada em que todos andamos mais ansiosos e até mais cansados, porque as nossas rotinas mudaram bruscamente, é importante seguirmos algumas dicas para mantermos uma boa higiene do sono.


A World Association of Sleep Medicine elaborou uma lista com 10 mandamentos para uma boa higiene do sono que eu resolvi sintetizar de alguma forma para vos trazer aqui (não vou falar de todos) e deixar-vos com algumas coisas que nos podem ajudar a dormir um pouco melhor. Vamos a isto?
  • Regularizar os horários de sono, isto é, definir um horário para dormir e para acordar sem grandes discrepâncias. Ou seja, se hoje me deitar à meia-noite e acordar às nove, amanhã me deitar às duas da manhã e acordar às onze... Não vai ser saudável para mim, porque o nosso corpo tem ciclos que dependem dos nossos horários de sono e que podem ficar desregulados se não regularizarmos os nossos horários.
  • Cada pessoa tem os seus horários e a sua forma de gerir o tempo conforme se sente melhor. Para aquelas pessoas que gostam de fazer sestas e a quem isso ajuda a recuperar energias e à sua produtividade, as sestas não devem exceder os 45 minutos e devem acontecer logo ao início da tarde. Se fizermos sestas muito prolongadas ou mais próximas da nossa hora de deitar, depois vamos ficar sem sono, vamos dormir mais tarde e os nossos horários ficam todos trocados.
  • Esta é aquela básica que toda a gente sabe... Não ingerir bebidas com cafeína antes de ir dormir. A cafeína é um estimulante que vos vai dar energia quando o suposto é que os vossos níveis de energia sejam diminuídos. Além disto, também devemos evitar comidas pesadas ao jantar, sobretudo quando nos vamos deitar poucas horas depois.
  • Praticar atividade física regular, para podermos gastar energia e porque traz imensos benefícios à nossa saúde, mas evitar fazê-lo antes de nos irmos deitar. Uns alongamentos e até alguma meditação pode até ajudar, mas nada que traga demasiada atividade ao nosso corpo. 
  • Ter uma cama confortável é obviamente muito importante e isto vai depender de pessoa para pessoa. Há pessoas que se sentem melhor em camas com colchões mais duros, outras em colchões mais adaptáveis ao seu corpo... Varia de pessoa para pessoa e é fundamental percebermos qual o colchão em que conseguimos dormir melhor e descansar o nosso corpo. Além disto, o ambiente do quarto é fundamental, devendo ter uma temperatura adequada, ambiente silencioso e com a menor luminosidade possível na hora em que vamos dormir (evitar telemóveis, computadores, televisões...).

Como vêem, são todas dicas muito simples e, de certa forma, perfeitamente óbvias para todos nós, contudo, às vezes, negligenciamos a importância de uma boa noite de sono e acabamos por desvalorizar estas pequenas coisas. Nesta que é uma fase de grande stress para a maioria das pessoas, nomeadamente para os estudantes, uma boa higiene do sono, bons hábitos e boas práticas são a chave para uma noite de descanso que permita recarregar baterias para estarmos mais concentrados e focados.

Espero que se encontrem todos bem. Bom resto de fim-de-semana e uma boa semana!