domingo, 22 de novembro de 2020

"Brooklyn Nine-Nine" | Alguns dos momentos mais engraçados

novembro 22, 2020 0

Penso que foi no fim do verão que, após ter terminado todos os episódios das minhas séries e ter visto Outer Banks, Spinning Out e Coisa Mais Linda, que decidi dar uma oportunidade a um tipo de série que não costumo ver: uma comédia. Tinham-me recomendado esta série no Instagram e eu fiquei bastante curiosa, por isso decidi começar a ver Brooklyn Nine-Nine. Acabei recentemente a 7ªtemporada e, uma vez que não teremos novos episódios antes de 2021, achei que devia trazer um post aqui ao blogue para vos convencer a ver esta série também.


Brooklyn Nine-Nine é uma comédia policial que gira em torno do dia-a-dia da esquadra 99 de Brooklyn e, particularmente, do peculiar grupo de detetives: Jake Peralta, é um dos melhores detetives da esquadra, adora apanhar os bandidos e resolver enigmas, mas é bastante imaturo; Amy Santiago, que cresceu com 7 irmãos, por isso está constantemente a tentar provar que é dura, e tem uma aposta com Jake para provarem quem faz mais detenções e quem é o melhor detetive; Rosa Diaz, durona, inteligente, difícil de entender e bastante assustadora; Charles Boyle, não é o detetive mais brilhante, mas é bastante trabalhador, embora não sendo muito dotado fisicamente; Scully e Hitchcock, que são bastante inúteis enquanto detetives, mas que Terry diz que fazem bom café; temos o sargento Terry Jeffords que ama iogurte, tem duas filhas gémeas e que tenta exaustivamente incutir algum juízo no resto da equipa; Gina Linetti é amiga de infância de Jake e também a assistente do capitão, mas é especialmente conhecida por não gostar do seu trabalho, por passar o tempo todo nas redes sociais e acreditar que dançar é o seu grande talento; por fim, temos o impenetrável Capitão Raymond Holt, recém-nomeado para a posição e excessivamente sério


Ao longo dos vários episódios das sete temporadas, vamos conhecendo mais profundamente cada uma das personagens, vamos observando o seu crescimento individual e vamos acompanhando o dia-a-dia daquele peculiar grupo. É uma série que nos proporciona muitas gargalhadas, onde, na minha opinião, é impossível não gostar de alguma das personagens. Apesar de ser uma série de comédia, os produtores conseguiram encaixar perfeitamente, em diversos momentos da série, momentos e temas mais sérios, como aquele que vos falei nos Favoritos de Outubro


Na minha opinião, é a série perfeita para ver num domingo chuvoso à tarde quando estamos a precisar de nos animar um pouco, porque é certo e sabido que vamos sempre soltar uma gargalhada. Os fins de semana que aí vêm são de recolhimento para a população portuguesa, por isso por que não aproveitar para ver esta série que nos vai aliviar o humor?! Para vos convencer, compilei algumas cenas engraçadas para vos trazer aqui. Espero que gostem!










Sim, sim, eu sei... São simplesmente frases soltas para quem não viu a série, mas acreditem que podem ser muito representativas das personagens. Querem saber mais sobre este peculiar grupo de pessoas? Querem compreender estas inside jokes e perceber como é que as personagens evoluiram? Hum... Acho que vão mesmo ter de ir ver a série!


Quem desse lado vê esta série? Quais os vossos momentos favoritos ou qual o momento mais engraçado de que se lembram?



sexta-feira, 13 de novembro de 2020

"Ensaio sobre a Lucidez" | Review

novembro 13, 2020 0

Em setembro, li o Ensaio Sobre a Cegueira e partilhei convosco aqui a minha opinião. Depois, decidi que tinha de fazer uma pausa para ler algo mais soft no entretanto, por isso fui reler Harry Potter e a Câmara dos Segredos, antes de me aventurar pelo Ensaio Sobre a Lucidez. Confesso que demorei mais tempo a ler do que o que queria, porque entretanto começaram as aulas e com elas o meu tempo livre (e disposição) diminuiu. Contudo, a cada página que ia passando, eu ia ficando mais e mais curiosa, ia-me embrenhando mais e mais no livro e ia gostando cada vez mais.


Eu sabia que, não sendo propriamente uma sequela do Ensaio sobre a Cegueira, os dois livros estavam ligados e as suas histórias acabariam, de certo modo, por se fundir, e talvez por isso eu tenha começado a ler o Ensaio Sobre a Lucidez com as expetativas bem lá em cima. Tinha adorado o outro, foi um livro chocante (no bom sentido) e isso fez com que as minhas expetativas fossem muito, muito altas. No início, confesso que me desiludi um pouco, porque este segundo livro não estava a ser exatamente aquilo que eu tinha imaginado. Contudo, é um livro de Saramago e eu sei que os seus livros têm sempre truques na manga que nos vão surpreendendo, por isso fui continuando a ler e comecei a gostar mais e mais do livro. Agora que o terminei, não consigo dizer de qual dos dois gostei mais. Acho que são a combinação perfeita!




Ensaio sobre a Lucidez, no Nobel da Literatura português, José Saramago, conta-nos a história de um país e de uma cidade, dos quais não sabemos o nome, no qual decorre um ato eleitoral. No final das contagens dos votos, verifica-se que 70% dos eleitores votou em branco. Perante tal anormalidade do ato eleitoral, as eleições são repetidas no domingo seguinte, obtendo-se uma taxa de votos brancos ainda maior, cerca de 80%.

Em vez de os governantes se reunirem para perceber quais os motivos por que a população decidiu votar em branco, agem de forma desconfiada e decidem desencadear uma operação policial para descobrir qual o foco que está a originar aquela onda de votos em branco, assumindo diversas possibilidades para a origem dessa onda. É deste modo que se desencadeia um processo de rutura entre o poder político e o povo, chegando mesmo o governo a deixar a cidade e a implantar "estado de sítio".

Apesar de Saramago nos retratar um cenário que parece utópico, as mensagens e as críticas subjacentes que ele nos deixa, que são tão típicas da sua escrita, são bastante atuais. Vemos um governo que não consegue perceber que a origem dos votos em branco é o descontentamento da população para com os partidos e o regime. Vemos um governo que, ao invés de proteger e defender o seu povo, se vira contra ele, o acusa, o persegue e afronta. Vemos uma sociedade que é totalmente negligenciada pelo seu governo, que usa todos os meios ao seu dispor para obter os fins que deseja, sem ter em conta as consequências e os danos colaterais. 


Embora, na minha opinião, um pouco menos chocante e agressivo que o Ensaio Sobre a Lucidez, este é um livro que também mexe com os nossos princípios, crenças e valores, que nos faz imaginar-nos naquele cenário e pensar como algo assim poderia ser real. Mais uma vez, Saramago faz as suas críticas mordazes de forma assertiva e, ao mesmo tempo, subtil e deixa para nós a reflexão - uma característica que, na minha opinião, enaltece o seu brilhantismo.


É um livro que não acaba bem (desculpem o spoiler), que nos deixa um nó no estômago e muitas perguntas na cabeça. Mais uma vez, Saramago tem este dom mágico de mexer com a nossa cabeça, com o nosso coração, com as nossas emoções... Mexe um bocadinho em tudo aquilo que existe dentro de nós e consegue realmente mudar a nossa perspetiva sobre as coisas. Para mim, esta é uma característica fundamental de qualquer bom livro: ter o poder de marcar, de mudar algo dentro de nós, de se distinguir.


No post dos Favoritos de Outubro, deixei-vos uma citação deste livro que adorei e, a acrescentar a essa, termino este post com uma outra citação que, de alguma forma, tão bem resume alguns dos momentos mais importantes deste livro:


Nascemos, e nesse momento é como se tivéssemos firmado um pacto para toda a vida, mas o dia pode chegar em que nos perguntemos, Quem assinou isto por mim.(José Saramago, Ensaio Sobre a Lucidez)





domingo, 8 de novembro de 2020

Favoritos de Outubro

novembro 08, 2020 6

Quando, no início de 2020, vos apresentei esta que é a minha (a nossa) nova casa, expliquei-vos o significado da palavra Fika e que este seria um espaço onde partilharia as coisas boas da vida, as coisas que eu gosto, que me fazem sorrir. Disse-vos que este seria um espaço onde partilharia as coisas onde me revejo e com que me identifico. 


Por esse mesmo motivo, decidi que fazia sentido trazer uma nova rubrica aqui ao blogue (muito famosa no mundo da blogosfera e não só), onde partilharei convosco as coisas que mais gostei no meu mês. Não será o típico formato em que vos venho falar das coisas que comprei ou das coisas que usei (embora não negue que possa vir a acontecer, caso eu acha que faz sentido), mas será sim um momento em que vou partilhar convosco frases, músicas, séries, livros, filmes, textos, momentos... Coisas que, de algum modo, marcaram o meu mês e que eu acho que valem a pena partilhar convosco. Espero, sinceramente, que gostem!


Já passámos a primeira semana de novembro, contudo vamos sempre a tempo de olhar em revista para o mês de outubro, por iso... Sem mais demoras, passemos então a elencar os favoritos do mês de outubro!


  • Memórias
Tradicionalmente, na cidade de Coimbra (e em muitas outras do país), outubro é sinónimo de Latada (Festa das Latas e Imposição das Insígnias), que é a festa académica que começa com uma serenata na Sé Nova e e que termina com um desfile no qual os caloiros são vestidos pelos padrinhos com fatos alusivos a um determinado tema (isso depois varia de curso para curso e de faculdade pela faculdade), havendo também o tradicional "morder do nabo"... É uma festa académica que junta todos os estudantes durante cerca de cinco dias e que dá vida àquela que é conhecida como a Cidade dos Estudantes. 

(Recordação do meu 1ºano)

Devido ao momento que o país (e o mundo) atravessa, este ano não foi possível a sua realização e, durante algum tempo, as minhas memórias do Instagram foram invadidas com fotos dos anos anteriores que, por um lado, me deixaram feliz pela oportunidade que tive de viver aquelas duas Latadas, mas, por outro lado, que me deixaram triste por não poder viver a Latada do meu terceiro ano (na qual levaria o nabo) e, sobretudo, por os caloiros deste ano não estarem a ter uma experiência como eu tive.


  • Citação
O livro que tem marcado o meu mês é o Ensaio Sobre a Lucidez, de José Saramago, e por isso a minha citação favorita deste mês é precisamente desse livro. 




  • Episódio de uma série
Se vocês me acompanham pelo Instagram do blogue, sabem que tenho andado a ver a série Brooklyn Nine Nine, uma comédia policial. Não vou entrar em grandes detalhes sobre a série, porque não é sobre isso este post, mas a verdade é que é uma série que me faz rir em todos os episódios e que me ajuda a aliviar o humor e descomprimir, depois de um dia mais cansativo. Contudo, não é meramente uma série de comédia e a prova disso é o episódio que vos venho recomendar hoje: o episódio 16 da 4ªtemporada é, até ao momento, o meu favorito, porque mostra que uma série de comédia consegue também retratar assuntos sérios da atualidade com a seriedade que eles merecem. Neste episódio, é abordado o tópico do racismo pela polícia americana e o abuso da força policial. Curiosamente, foi ao ver um excerto deste episódio que decidi começar a ver a série. Por isso, hoje deixo-vos dois excertos deste episódio que espero que vos deixem curiosos para ver mais!




  • Regresso às aulas
Foi, no início do mês de outubro, que teve início o meu primeiro semestre do terceiro ano e, neste momento, tenho muitos mixed feelings a respeito desse assunto, mas decidi integrá-lo no meu leque de favoritos porque foi realmente bom poder voltar a sentir que estou a fazer algo de útil com o meu tempo, que estou a aprender e também foi bom poder regressar às aulas presenciais (ainda que não seja todas as semanas) e rever alguns amigos. 


  • Álbum musical / música
Foi lançado no final de setembro, mas eu decidi incluí-lo nos favoritos de outubro porque ouvi-o algumas vezes durante este mês e tive, várias vezes, algumas músicas num insistente replay na minha cabeça - O Tempo Vai Esperar, d'Os Quatro e Meia. É um álbum que mistura uma sonoridade à qual já nos vêm habituando (com várias músicas até já lançadas como singles ou cantadas nos concertos), mas também com coisas novas que só enriquecem mais o repertório da banda. Não podia deixar de o trazer até aqui e posso até confessar que, no momento em que escrevo este post, tenho a música Traiçoeira é a Sorte em replay na cabeça.

Podem ouvir o álbum completo aqui.

Ainda dentro deste tópico da música, vejo-me obrigada a partilhar convosco o incrível videoclip da Golden, uma das minhas músicas favoritas do Harry Styles. É um videoclip simples, mas cativante, com imagens de fundo absolutamente incríveis e com uma personagem central que capta para si todos os olhares. Sou fã há muitos anos, mas, cada vez mais, o Harry prova o seu talento e mostra que é realmente feito de arte!



E aqui estão os "primeiros" favoritos aqui do Fika. Gostaram desta nova rubrica por aqui? E o que acharam das coisas que partilhei convosco? Fico a aguardar as vossas opiniões!











segunda-feira, 2 de novembro de 2020

Um Boost de Motivação | Wallpapers

novembro 02, 2020 0

O post de hoje é um bocadinho diferente de tudo o que já trouxe até aqui e surgiu por uma mera coincidência. Estava a meio de uma sessão de estudo em que não estava nada concentrada e lembrei-me que tinha de arranjar um wallpaper motivacional para o computador, para ver se me ajudava. Comecei a pesquisar no Pinterest e depois decidi: por que não criar os meus próprios? E por que não partilhá-los com que me segue no blogue e no instagram para dar um boost de motivação a quem está desse lado? Bem... Aqui estamos nós!


Reuni algumas frases que gosto e que acho que têm a dose perfeita de motivação para nos dar mais energia assim que entramos no computador e criei alguns wallpapers super simples para mim e para vocês também. Espero que gostem e que vos ajude a iniciar esta nova semana com mais motivação!


(Nota: todos os wallpapers estão também disponíveis na minha conta de Pinterest, na pasta "Wallpapers Originais - Fika".)














E então, gostaram deste miminho que eu preparei também para vocês? Espero que, naquelas alturas em que se sentirem mais em baixo e mais desmotivadas, estes pequenos lembretes vos possam dar a motivação que precisam! Se decidirem usar algum deles, digam-me que eu ficarei muito feliz.

Se gostarem deste post, digam-me aí nos comentários se gostavam que fizesse uma versão para telemóvel com novas frases!





sexta-feira, 23 de outubro de 2020

A tua Saúde Mental deve ser uma prioridade!

outubro 23, 2020 2

Não sei quantas vezes já vos falei aqui sobre saúde mental, nem quantas vezes já partilhei convosco pequenas dicas para cuidarem mais de vocês e da vossa saúde mental, mas acho que nunca serão vezes demais. Falar de saúde mental é muito importante, porque cada vez ouvimos mais histórias de gente que sofre com problemas do foro mental, de gente que decide por termo à sua vida, que vive com depressão e sinto que ainda existe um grande tabu e uma grande desvalorização desses temas. É um tema muito atual e, ao mesmo tempo, ainda não é atual o suficiente, porque ainda não é algo que se encare com naturalidade, da mesma forma e com a mesma importância com que se olha para a saúde física. 


No passado dia 10 de outubro, vivemos o Dia Mundial da Saúde Mental que foi criado pela World Federation for Mental Health, em 1992, para sensibilizar a sociedade sobre este tema e para fazer com que todos reflitamos sobre ele. É importante que, cada vez mais, se criem iniciativas que visem informar as pessoas - porque eu acredito que ainda há muita desinformação relativamente a toda a questão da saúde mental - e que tenham como grande objetivo alertar e sensibilizar, para que se comece a olhar mais para aqueles que têm à sua volta e perceber que talvez não estejam apenas "tristes" ou "nervosos" ou a "passar por uma fase menos boa". Há gente que, diariamente, luta contra este tipo de doenças que tiram milhares de vidas, em todo o mundo. [Recomendo, vivamente, que leiam este texto tão sincero que a Carolina escreveu no seu blogue, o Thirteen. A mim, tocou-me particularmente e, por isso mesmo, soube que tinha de o trazer até vocês.]


Este ano, especialmente, com tudo o que o mundo está a viver, com a pandemia e o confinamento, têm surgido ainda mais questões ligadas à saúde mental em cada vez mais pessoas, por isso, mais do que nunca, é fundamental não só estarmos atentos aos outros, mas também a nós próprios e aos sinais do nosso corpo. É fundamental que cuidemos de nós, que nos protejamos, que façamos coisas que nos façam sentir bem connosco próprios. É muito importante cuidarmos quer da nossa saúde física, quer da nossa saúde mental, especialmente em períodos tão conturbados como os que vivemos.


Assim, hoje trago-vos uma checklist de coisas que todos podemos fazer de modo a priorizarmo-nos e a fazermos da nossa saúde mental uma prioridade. Vamos preenchê-la juntos?


Não sou terapeuta, nem especialista, nem nada que se pareça, mas se puder ter ajudado uma pessoa que seja, já fico feliz. E, se algum dia, precisarem de alguém para desabafar (nem que seja uma completa estranha, como eu), saibam que a minha caixa de mensagens está sempre disponível para quem precisar.

Acima de tudo, cuidem de vocês!






sexta-feira, 16 de outubro de 2020

Objetivos para os Últimos Meses do Ano

outubro 16, 2020 2

Em julho, fiz um post aqui para o blogue em que vos falei de como a pandemia acabou por mudar todos os nossos planos e objetivos para este ano e em que partilhei convosco alguns planos daquilo que queria fazer durante o meu verão. Agora que dei, definitivamente, por terminado o meu verão e que regressei às aulas, resolvi olhar para esses planos que tinha traçado, ver o que tinha sido cumprido e o que tinha ficado por cumprir. E é justamente por aí que vamos começar!


De todos os objetivos que vos falei, no post acima mencionado, só dois deles não foram integralmente cumpridos (aprofundar o meu inglês e ver mais palestras/webinars/etc) e um outro está em progresso (melhorar a alimentação e adquirir hábitos mais saudáveis). Consegui aproveitar para rever alguns conceitos dados nos anos anteriores (não fiz tudo o que queria, mas fiz alguma coisa e isso já é uma coisa boa). Li 7 livros novos e reli um outro, o que é um excelente sinal do meu ótimo ritmo de leitura este ano, que me está surpreender bastante! Não perdi a motivação e continuei realmente a treinar duas vezes por semana (e, inclusivamente, comecei a treinar acompanhada por um grupo e uma profissional da área). Consegui manter as publicações regulares por aqui e trazer-vos um novo post todas as semanas. Acabei de ver Hawaii Five-0, vi os episódios que tinha em atraso de Station 19 e de Riverdale, vi Outer Banks, Spinning Out e Coisa Mais Linda e ainda comecei a ver Brooklin Nine-Nine (e já vou a meio da 3ªtemporada). Comecei o meu Bullet Journal, fiz um IGTV para vocês onde vos expliquei tudo e ainda criei um destaque no meu perfil do Instagram


Após esta visão geral sobre os meus objetivos para o verão - e uma visão que me parece até bastante positiva -, decidi que iria ignorar definitivamente os objetivos que tinha traçado no início de 2020 (porque muitos deixaram de fazer sentido, tendo em conta as circunstâncias atuais) e que iria traçar novos objetivos para os últimos meses do ano - de outubro a dezembro.



Alguns destes objetivos já estão em curso e espero mesmo conseguir cumpri-los! Agora quero saber da vossa justiça: já desistiram dos objetivos que traçaram no início do ano, como eu, ou continuam a tentar cumpri-los, apesar de tudo? Ou são aquele tipo de pessoas que prefere não traçar metas nem objetivos? Contem-me tudo!

Espero que tenham gostado deste post!



sexta-feira, 9 de outubro de 2020

Estimular a Criatividade | Dicas Simples

outubro 09, 2020 0
A criatividade diz respeito ao "ato de criar, inventar" algo novo e é também a "qualidade de quem tem ideias originais, de quem é criativo", segundo o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa. É uma ferramenta de trabalho muito importante, na minha opinião, seja qual for a área em que trabalhamos, porque sermos criativos permite-nos reinventarmo-nos e olhar para as coisas sob uma nova perspetiva. 

Contudo, todos sabemos bem que nem sempre é fácil sermos criativos, sobretudo quando se fala de escrita ou de uma qualquer forma de arte. Nem sempre estamos prontos a criar algo novo, nem sempre nos sentimos inspirados e são muitas as vezes em que nos poderemos deparar com um pesadelo de seu nome bloqueio criativo. De modo a enfrentar este bicho-papão que tantas vezes bate à porta, decidi fazer uma pesquisa e uma compilação de algumas dicas simples para estimular a criatividade



  • Antes de iniciares o teu processo criativo, experimenta fazer algo diferente que não te obrigue a puxar do teu lado mais criativo: vai dar uma caminhada ao ar livre, faz exercício físico, relaxa um pouco.
  • Se fores uma daquelas pessoas que se sente inspirada pela música, escolhe uma playlist de que gostes ou com músicas completamente novas ou podes ainda criar a tua própria playlist para ouvires no decorrer do teu processo criativo.  
  • Procura conhecer-te bem e descobrir quais os momentos do dia em que sentes que consegues ser mais produtiva/o. É nesses momentos que deves insistir mais contigo própria/o e com o teu lado mais criativo.
  • Todos sabemos que a criatividade é muito matreira e, por isso, quando queremos que ela surja, ela foge de nós, mas quando não estamos à espera ela assalta-nos. Ela pode, por isso, surgir em qualquer momento e local, por isso convém estarmos preparados. Andar sempre com uma caneta e um caderno atrás para apontar as ideias que podem surgir é muito útil (podes, assim, criar o teu banco de ideias para os momentos mais críticos).


  • A inspiração não está sempre onde nós achamos que ela vai estar, mas também nos cabe a nós procurá-la naquilo que nos rodeia e estarmos atentos. Procura-a nas pessoas que admiras, nas coisas que gostas. Lê livros, blogues, ouve música, vê filmes, navega pelo Pinterest... Há imensas ferramentas disponíveis e a Internet é um verdadeiro nicho de ideias, basta sabermos usá-la a nosso favor.
  • É muito importante estimularmos o nosso cérebro com novos desafios e tentarmos sair da nossa zona de conforto. Acreditem que pode ser fora da nossa pequena bolha que podemos encontrar a "árvore da criatividade".
  • Uma das regras básicas para o nosso funcionamento geral também se aplica à criatividade: descansarmos bem, mantermos uma alimentação equilibrada e mantermos o nosso corpo ativo são tudo coisas que vão ajudar o nosso cérebro (e o nosso corpo) a funcionar na sua plenitude. Cansaço e pensamentos negativos vão impedir esse processo.
  • Last but not least... Como tudo na vida, não forçar é um truque muito importante. Se, naquele momento, não estamos a conseguir fazer o que queríamos, o melhor é pararmos e retomarmos mais tarde. A imaginação e a criatividade, eventualmente, hão de surgir.
Este post acabou por ficar um bocadinho mais longo do que eu achava, mas ainda assim espero que vos tenha sido útil. É muito importante percebermos o que funciona melhor para cada um de nós e, sobretudo, perceber quando não devemos insistir connosco mesmos. Às vezes, também precisamos de uma "folga". 



Deixo aqui esta imagem em jeito de "resumo" e de notas para não se esquecerem dos pontos mais importantes. Espero que tenham gostado deste post!


sexta-feira, 2 de outubro de 2020

10 Razões para ver "Coisa Mais Linda"

outubro 02, 2020 0

Começo este post a confessar-vos que nunca fui grande fã de telenovelas brasileiras, sobretudo porque achava sempre que eles falavam muito rápido e que eu acabava por não apanhar metade do que era dito. Por estes motivos, nunca vi nem acompanhei nenhuma novela brasileira e, quando me sugeriram que visse Coisa Mais Linda (e eu percebi que era em português do Brasil), fiquei um pouco de pé atrás porque achei que não ia perceber nada e não ia gostar. Até ter decidido dar uma oportunidade ao primeiro episódio... E foi amor à primeira vista! (Se também têm este tipo de reservas, digo-vos já que eles falam a um ritmo completamente compreensível e tem vezes que até parece português de Portugal!)



Coisa Mais Linda é uma série da Netflix que foi lançada em 2019 e que já conta com duas temporadas (e uma terceira a caminho). Conta-nos a história de Maria Luiza, uma mulher jovem dos anos 50, cujo único "trabalho" era ficar em casa a tomar conta do filho, que vai ao Rio de Janeiro visitar o marido e acaba por descobrir que este a traiu e a abandonou. Apesar destas contrariedades, Malu decide ficar e mudar a sua vida, acabando por abrir um clube de bossa-nova. É a partir daqui que toda a história se desenrola e, a cada episódio que passa, nós vamo-nos sentir completamente envolvidos na luta de todas as mulheres que nos vão sendo apresentadas.


Podia fazer-vos uma simples review desta série, mas decidi que queria fazer algo diferente e, por isso, criei uma lista com 10 razões pelas quais devem ver Coisa Mais Linda:

1. Ao longo das duas temporadas, somos brindados com vozes lindíssimas e músicas absolutamente incríveis, que nos enchem a alma e o coração. É ao ouvirmos todas estas vozes e as mensagens que elas nos transmitem que nos vamos apercebendo do real poder da música.


2. Nesta série, conhecemos várias relações amorosas diferentes e com contornos específicos que as tornam todas diferentes entre si. À medida que vamos conhecendo as personagens e que vamos vendo aquilo que elas vivem, percebemos exatamente o que é o amor verdadeiro e aquilo que o amor não deve ser.

3. Aprendemos muito ao ver esta série, mesmo que ela seja passada nos anos 50, e uma das mensagens mais especiais e importantes que eu retiro desta série é que:

4. Esta série relembra-nos que, mesmo que ainda haja muito trabalho pela frente na luta pela igualdade de direitos entre homens e mulheres, houve muitas mulheres que vieram antes de nós que lutaram e trilharam um caminho difícil por nós, para que hoje possamos ter a liberdade que temos. 

5. É também a vermos Coisa Mais Linda que percebemos que, não a importa qual seja a época em que vivemos, há mensagens que são sempre atuais, que precisam de ser constantemente relembradas: sejam elas sobre o machismo (e a luta feminista), o racismo ou a violência doméstica.

6. O núcleo principal de personagens femininas (Malu, Lígia, Adélia e Thereza) é a personificação da luta pelos sonhos e pela procura da felicidade, do amor, da liberdade. É com elas que aprendemos que, não importa se já somos mães ou esposas, podemos sempre procurar e lutar por uma vida melhor para nós, enfrentando todas as adversidades que nos forem sendo impostas.


7. Sendo uma série passada, no Brasil, nos anos 50, é muito engraçado olharmos para tudo o que evoluiu nestes quase 70 anos e vermos, por exemplo, a tecnologia associada na altura ao mundo da rádio, que é diferente da que conhecemos hoje. 

8. Já vos disse que aprendemos sobre o amor, ao ver esta série, mas aprendemos também o que é a verdadeira amizade e o companheirismo com estas mulheres, que se suportam umas às outras em todos os momentos e se "puxam para cima".

9. O guarda-roupa e as magníficas paisagens que vemos são dois motivos excelentes para vermos esta série. O guarda-roupa da série é um magnífico retrato da moda da época, quer com peças mais luxuosas ou com outras mais casuais (até me deu vontade de usar algumas delas!). Já as paisagens do Rio de Janeiro são mesmo de cortar a respiração, de tão bonitas que são!

10. Esta série é uma homenagem a todas as mulheres que lutaram para ganhar o seu lugar numa sociedade machista, a todas as mulheres que nunca se deixaram travar porque alguém lhes disse que não podiam fazer algo por serem mulheres. É uma série sobre empoderamento feminino que nos ensina realmente muito e que nos relembra que é por estas mulheres, que vieram antes de nós e que nos facilitaram um pouco a vida, que temos todos os dias de continuar a luta feminista.


Se ainda não viram esta série, espero ter-vos convencido a darem-lhe uma oportunidade e a mergulharem na apaixonante história da Malu. Espero que tenham gostado!



quinta-feira, 24 de setembro de 2020

"Ensaio Sobre a Cegueira" | Review

setembro 24, 2020 3

Todos nós temos aqueles livros que queremos muito ler e que dizemos "ai, este é o próximo", mas vai-se a ver e adiamos, adiamos e adiamos a leitura. Bem, isso foi o que me aconteceu com este livro. Há muito, muito tempo que andava a dizer que queria muito ler, sobretudo por causa do bom feedback que tinha de quem já o tinha lido, mas acabava sempre por ter outros livros para ler que punha à frente. Inclusivamente, era para o ter lido lá para março ou abril, porque foi numa altura em que não sabia o que ler a seguir, mas alguém, sabiamente, me avisou que aquele talvez não fosse o livro mais apropriado para a minha saúde mental para ler durante uma quarentena (obrigada pelo aviso, M.). Eis que chega o momento em que esgotei os livros por ler da minha prateleira e tive de ir vasculhar a da minha irmã. Então, eu decidi que era agora que ia ler o Ensaio Sobre a Cegueira, de José Saramago.


Ensaio Sobre a Cegueira é um romance escrito pelo Nobel da Literatura português, José Saramago, que conta a situação de uma cidade (e, no fundo, um Portugal) assolado por uma epidemia de cegueira branca que causa um total colapso da sociedade e um caos generalizado. Esta cegueira começa com um homem que, de um momento para o outro, passa a ver tudo branco, quando estava parado num semáforo, e rapidamente se alastra como se de um rastilho de pólvora se tratasse.


Neste livro, encontramos personagens acerca das quais nunca lhes conhecemos os nomes. Encontramos um mundo virado do avesso. Não há um tempo definido - pode ser no passado, no presente, no futuro (o que o torna tão e sempre atual). Nas páginas do Ensaio, encontramos a humanidade despida e vulnerável e somos confrontados com a forma como, tão rapidamente, nos podemos tornar autênticos animais que fazem tudo aquilo que estiver ao seu alcance para sobreviver. 


Não é um livro leve, muito pelo contrário. É chocante, é violento, é cru. Chega a ser assustador (sobretudo, tendo em conta que estamos a viver uma pandemia global). É um livro que nos faz arrepiar, que nos faz sentir nojo e repulsa. A descrição tão bem detalhada da escrita de Saramago permite-nos imaginar determinadas cenas na nossa cabeça, com todo o pormenor, tornando a história mais realista e ainda mais impactante. É tudo menos uma leitura leve, mas leva-nos a questionar coisas muito importantes. Sobre a integridade e a dignidade humana, sobre o nosso instinto de sobrevivência, sobre os valores de cada pessoa, sobre as crenças, sobre amizade, companheirismo e lealdade... Leva-nos a questionar a existência do próprio ser humano, a nossa sociedade, o mundo em que vivemos. 


Não foi uma leitura fácil - não pela escrita de Saramago (que nunca achei particularmente difícil e à qual já estou habituada), mas porque há coisas que custam a digerir e que nos criam um nó na garganta e no estômago. É justamente por isto, pelo impacto que este livro causa, que o Ensaio Sobre a Cegueira entra diretamente para o primeiro lugar dos meus livros favoritos de Saramago - empatado com O Ano da Morte de Ricardo Reis, que terá sempre um lugar especial no meu coração.


Para terminar este post e porque não há palavras que façam verdadeiramente jus ao brilhantismo de José Saramago senão as do próprio, aqui termino com uma das minhas citações favoritas do livro:


Se não formos capazes de viver inteiramente como pessoas, ao menos que façamos tudo para não viver inteiramente como animais. (José Saramago, Ensaio Sobre a Cegueira)



sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Usa o medo a teu favor! | Lições do Confinamento

setembro 18, 2020 4

Continuamos a viver no meio de uma pandemia (que parece ainda longe de chegar ao fim), mas é quase certo que não voltaremos a um confinamento e também é verdade que, aos poucos, o país tenta retomar a normalidade, dentro dos possíveis e com todas as medidas de segurança. As crianças/adolescentes/jovens estão a regressar às aulas, muitas pessoas já deixaram o teletrabalho e, aos poucos, o que se pretende é que tentemos retomar as nossas vidas, nunca esquecendo que continuamos a viver uma pandemia e que as medidas de higiene pessoal e de distanciamento social são para continuar a ser cumpridas à risca. Por tudo isto, achei que este era o momento indicado para repensar nos, praticamente, três meses de confinamento e para deles retirar algumas lições que possam ser importantes daqui em diante.


inúmeras reflexões que podem ser feitas, inúmeras lições que foram aprendidas, mas certamente cada um de nós as viveu de forma diferente e pessoal, pelo que cada um de nós tirou conclusões diferentes. Uma das lições mais importantes e que eu considero que será das mais úteis para mim em todo este "regresso à normalidade" é não deixar que o medo nos consuma e que nos paralise.

(Imagem e edição - Canva)

Não sei exatamente em que dia foi ou quanto tempo tinha passado, mas sei que estive quase dois meses inteirinhos sem sair de casa, porque eram os meus pais quem tratava das compras cá para casa, sobretudo a minha mãe, que nunca trabalhou a partir de casa. Contudo, ao fim de algum tempo (como já vos disse, não sei precisar, mas terá sido mais de um mês), fui eu quem saiu de casa para ir comprar umas coisinhas que eram precisas cá para casa. Lembro-me que o meu primeiro pensamento (sobretudo porque sou uma control freak) foi: como é que tudo se vai processar? Planeei mentalmente cada um dos meus passos desde que saí de casa até a voltar. E porquê? Maioritariamente, porque estava com medo de sair à rua. Achava que me ia tornar germofóbica, até. Nunca ninguém esperou que pudéssemos viver uma situação destas e, de um momento para o outro, estamos a viver aquilo que parece ser um filme apocalíptico, em que estamos fechados em casa. Quando saio pela primeira vez à rua, é óbviamente o sentimento de medo que domina


Contudo, eu percebi que o medo nem sempre funciona bem. Quero dizer, eu acho que, nesta situação que vivemos, termos um bocadinho de medo é bom, porque nos vai permitir estar sempre de sobreaviso, ter mais cuidados e protegermo-nos sem nos descuidarmos. Faz-nos estar alerta para o perigo e isso é bom. Porém, o medo em excesso em vez de ser um fator "motivador", que nos faz mexer para que aquela coisa que temos medo não aconteça, pode tornar-se num fator "paralisador". E quando o medo nos consome, nos paralisa, nos bloqueia, ele impede-nos de viver. Se eu me tivesse subjugado ao medo, após aquela primeira vez que saí de casa, acho que nunca mais teria querido sair. Contudo, eu percebi que o medo me fazia estar alerta e ser cuidadosa, mas que não o podia deixar controlar a minha vida. Teria de o usar a meu favor


É essa a lição que quero levar comigo, agora que estou prestes a regressar à faculdade. Quero levar uma dose q.b. de medo comigo, para me proteger e para proteger os meus, mas não vou deixar que esse medo me impeça de ir todos os dias, de conversar e estar com os meus amigos, de fazer as coisas que gosto com todas as devidas regras e precauções. 


Seja nesta situação, seja em qualquer outra da vossa vida, nunca deixem que o medo vos paralise. Não deixem que eles vos consuma a tal ponto que seja ele a tomar conta da vossa vida. E, se algum dia sentirem que isso está a acontecer, procurem ajuda nos que vos rodeiam ou até mesmo de profissionais. Esta situação que vivemos é complicada e, inevitavelmente, mexe com o nosso psicológico, contudo temos de continuar a viver a nossa vida, a fazer coisas que nos façam feliz e temos de tentar encontrar alguma "normalidade", mesmo que pareça que vivemos no meio do caos.

(Edição - Canva)



sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Dicas de estudo para o novo ano letivo

setembro 11, 2020 2

A maioria dos estudantes está, neste momento, a regressar às aulas ou vai regressar dentro de pouco tempo, por isso esta é a altura ideal para começarmos a organizar-nos e a definir alguns métodos de estudo para o nosso ano letivo. Há imensa gente por essa internet fora que partilha imensas dicas de estudo e, por isso, eu compilei algumas dessas dicas (que eu também tento seguir) para vos trazer aqui hoje. Espero que gostem e que vos sejam úteis!


  • Começar a estudar nem sempre é fácil, por isso procura um sítio com boa iluminação, que esteja arrumado (e, se não o estiver, arruma tudo antes de começares), onde tenhas poucas distrações e onde tenhas apenas aquilo que vais necessitar para a tua sessão de estudo.
  • Ao contrário do que muita gente pensa, estudar ininterruptamente durante muitas horas seguidas não é produtivo. Por isso, faz pausas regulares, mantém-te hidratado e vai-te alimentando, para que o teu cérebro seja capaz de manter o foco. Se te sentires demasiado cansado, não te obrigues a continuar e vai descansar.
  • Criar uma lista de tarefas com prioridades pode ajudar a visualizar o que tens de estudar e por onde deves começar, permitindo-te organizar melhor o teu tempo. Além disso, esta lista ajudar-te-á a manter o foco e a motivação porque vais querer dar check em todos os teus pontos. Contudo, não te esqueças de ser realista!
  • Se, quando estás a estudar, te distrais com facilidade, ouvir música instrumental (sem letra, especialmente, música clássica) pode ser uma boa ajuda para te concentrares.
  • Durante as aulas, pode ser difícil mantermo-nos atentos o tempo todo, por isso ir tirando notas do que é dito pode ser um excelente truque. Além de te obrigar a estar mais atento para escrever as coisas corretamente, vai-te ajudar a memorizar de imediato algumas coisas. 
  • Nem todos estudamos da mesma forma, porque alguns de nós são mais visuais, outros mais auditivos... Cada pessoa deve encontrar o método ideal para si e adaptá-lo às suas necessidades.
    • Debitar a matéria em voz alta, por exemplo, em frente a um espelho ajuda muito as pessoas que entendem e decoram melhor a matéria a ouvir e a falar.
    • Os resumos são o velho método que funciona para pessoas que estudam melhor ao escrever. É muito importante que, antes dos resumos, se faça uma boa leitura (ativa) da matéria e que os resumos sejam apelativos, para mais facilmente termos vontade de os reler.
    • Mapas mentais e flashcards funcionam bem com pessoas mais visuais, que preferem estudar através de esquemas ou de páginas pouco cheias de palavras. Particularmente, os flahscards são ótimos para decorar definições ou para estudar através de perguntas e respostas.
    • Usar siglas, mnemónicas ou criar músicas podem ser formas úteis de decorar determinados detalhes..
  • Fazer revisões constantes, espaçadas por um determinado periodo temporal, é uma boa forma de estudar e de manter a matéria sempre fresca, permitindo que esta seja melhor integrada e esquecida com menor facilidade.


Aqui estão as dicas que recolhi e que achei mais importantes. Como podem ver, são coisas muito simples que nos podem facilitar a vida e ajudar-nos a estudar com mais facilidade. Fiquem atentos ao Instagram do blogue, porque vou partilhar por lá convosco algumas contas de studygrams com ótimas dicas de estudo e que dão imensa motivação, acreditem!

Espero que tenham gostado!

(P.S. - Ambas as fotos são da minha autoria. Editadas no VSCO.)



domingo, 6 de setembro de 2020

"After" | Uma re-leitura mais madura

setembro 06, 2020 8

Acho que, por mais do que uma vez, já vos disse aqui que, com o Fika, descobri um prazer ainda maior em escrever sobre livros e acho que, consequentemente, isso me dá ainda mais vontade de ler mais para ter mais para partilhar convosco - é um ciclo vicioso, neste caso, bom. Hoje, venho partilhar convosco a minha opinião não sobre um, mas sobre os seis livros da coleção After, de Anna Todd. O meu objetivo para este verão era ler 5 livros, que foram os 5 primeiros da coleção, e consegui ainda ler o último livro que é o "Before - Antes da Tessa", por isso achei que não faria sentido fazer uma review para cada um deles, mas que queria falar de todos no conjunto, uma vez que é impossível dissociar as histórias de cada um, pois são um contínuo.


Para quem não conhece a autora nem esta coleção, acho que o melhor é começar por fazer alguma contextualização e explicar-vos de onde nasceu esta história. After nasceu sob a forma de uma fanfiction cuja personagem principal era o Harry Styles (na altura, ainda membro dos One Direction, cujos restantes membros também eram personagens da história, embora fosse um universo alternativo em que a banda não existia), no site Wattpad, em 2013. Rapidamente, o primeiro livro da coleção se tornou o mais lido de toda a plataforma e Anna acabou por assinar um contrato com uma editora, transformando After num livro físico, do género Young Adult, que se tornou num verdadeiro fenómeno.

Fotos da minha autoria e montagem feita no FotoJet

Não sei exatamente em que ano li, pela primeira vez, After, mas sei que comecei a ler uma tradução para português existente no Wattpad e que terminei de ler o livro 5 em inglês, na conta da própria Anna Todd. Lembro-me também que ela explicava que o final do livro online estava incompleto, uma vez que os livros físicos já tinham saído, e no 5ºlivro o final estava mais desenvolvido (e pude comprovar isso, agora que o li). Na altura, comecei ainda a ler Before, mas ela estava a publicar online na altura e eu acabei por não acompanhar a publicação e penso que nem sequer chegou a ser completamente publicado na plataforma. Isto foi há muitos anos, provavelmente 2013 ou 2014, por isso, a maioria dos detalhes da história foram sendo esquecidos


Há já algum tempo que tinha vontade de voltar a ler esta história, agora sob uma perspetiva diferente, porque já não seria uma fanfiction e eu já seria mais velha, o que obrigatoriamente implicava que iria ler as coisas com uma maturidade diferente, além de que queria muito recordar a história. Com a saída do primeiro filme, esta vontade ficou ainda maior, sobretudo porque considerei o filme uma desilusão gigante, tendo em conta aquilo que me lembrava da história (e, depois de ter relido a história, a desilusão em relação ao filme aumentou ainda mais, mas isso é outra conversa). Então, por volta da altura do meu aniversário, os livros estavam em promoção no Continente e comecei a comprar a coleção, que comecei a ler no início do verão e que, basicamente, devorei.


Como vos disse, a primeira vez que li esta história, eu era muito mais nova e alguns detalhes estavam esquecidos, além de que a reflexão que fiz da primeira vez foi pouca, ou nenhuma, quando comparada com a que fiz após esta leitura - uma leitura muito mais madura, com um olhar mais crítico e introspetivo. Das primeiras coisas que pensei sobre esta história, agora que a voltei a ler, e que não me lembro de nunca ter pensado nisso antes (porque acho que li só por ler, na altura, porque toda a gente estava a ler), foi que o Hardin é uma pessoa muito messed up (desculpem, mas não sei traduzir isto para português) e que faz coisas terríveis para magoar as outras pessoas intencionalmente, mesmo que sejam pessoas que ele ama. Sim, ele é assim por causa da infância que teve, de ter crescido demasiado rápido e num ambiente muito pouco saudável, mas não deixa de ser uma pessoa terrível, no início da história. Outra coisa sobre a qual refleti, agora, foi sobre como esta história está recheada de relações tóxicas/abusivas e de pessoas tóxicas - sinceramente, no início da história, acho que se podem contar pelos dedos das mãos as relações saudáveis que existem e as pessoas que são bem resolvidas consigo mesmas e com os outros (e, muitas vezes, as pessoas que achávamos que eram bem resolvidas, vêm a revelar-se estar tão damaged como as outras - mas não quero dar grande spoiler).

Apesar de, inicialmente, esta história não parecer muito mais do que o típico cliché de um player punk que se apaixona por uma menina certinha virgem, nós vamos percebendo que há muito mais por trás dessa história. Cada personagem tem uma grande profundidade, algumas delas nós só conhecemos verdadeiramente no 3º ou 4º livro (ou até mesmo apenas no Before), e nós vamos vendo a evolução gigante do Hardin e da Tessa - não só a evolução da sua relação, mas, acima de tudo, o crescimento individual de cada um, que culmina no 5ºlivro - e é isso que eu acho que torna esta história tão especial e tão cativante. Nós começamos a ler e só queremos ler cada vez mais para perceber o que vai acontecer a seguir.


Podia escrever-vos muito mais sobre esta história, escrever um pouco sobre cada livro, mas o post já vai longo e eu acho que vos passei as ideias principais que queria trazer até vocês. Se ainda não conheciam esta história ou se acham que não é o vosso tipo de história porque vos parece um cliché demasiado grande, acho que deviam tentar dar uma oportunidade para conhecerem estas personagens e absorverem o que elas têm para vos ensinar - porque conseguimos aprender muito com o Hardin e a Tessa. É uma história que fala sobre pessoas danificadas pelo seu passado, sobre relações tóxicas, sobre amor próprio e autoestima, sobre crescimento pessoal, sobre saúde mental e sobre amor. Toca em pontos muito atuais da nossa sociedade, por vezes, de forma discreta e faz-nos refletir sobre eles


Se alguém desse lado já leu After, aguardo ansiosamente os vossos comentários - o que acharam, se concordam com o que fui dizendo... Quero saber a vossa opinião sobre esta história!

Espero que tenham gostado deste post!


segunda-feira, 31 de agosto de 2020

10 lições de Anatomia de Grey

agosto 31, 2020 2
Este post vem com atraso de alguns dias e peço imensas desculpas por isso, uma vez mais. Para compensar, esta semana sairão 2 posts - este e outro no final da semana.

Quem me segue há mais tempo, sabe que eu sou uma grande fã de Anatomia de Grey. É a minha série favorita e a série da minha vida, na verdade. Acho que é uma história que, pelo facto de já contar com 16 temporadas (a caminho da 17ª), nos permite realmente ver o crescimento das personagens (falei especificamente disto num post dedicado ao Alex Karev) e acompanhar esse crescimento, o que nos faz criar uma grande relação com as personagens, quase como já fôssemos amigas. Além disso, para quem tem algum interesse sobre a área da saúde (e mesmo para quem não tem), é engraçado ver os casos que surgem - alguns completamente estapafúrdios - e até tentarmos pensar sobre alguns daqueles que parecem mais complexos. Para juntar a tudo isto (e a um monte de curiosidades engraçadas sobre a série, que dava todo um novo post), cada episódio traz-nos uma lição (ou até mais do que uma). Os famosos monólogos da série estão recheados de reflexões importantes que nos fazem pensar e tirar lições importantes, assim como algumas falas de algumas personagens. Assim, hoje trago-vos algumas das frases/monólogos que gosto mais, mas obviamente há imensas outras também igualmente bonitas e importantes. (Não estarão por  nenhuma ordem específica.)

Desafio os fãs da série que estão desse lado a ler este post a que partilhem comigo também as vossas frases favoritas e as lições que já encontraram nesta série!

  • Seja porque, cientificamente falando, as nossas vozes não são assimiladas pelo cérebro masculino ou porque vivemos numa sociedade ainda muito machista, é mesmo importante que não tenhamos medo de falar, de mostrar o nosso ponto de vista e de nos fazer ouvir, porque não somos inferiores a ninguém.

  • Esta série retrata, muitas vezes, temas como violência doméstica ou violações. E, sempre que o fazem, têm o cuidado de reafirmar o que é realmente importante: a culpa não é da vítima, nunca
  • Às vezes, porque queremos agradar aos outros ou cumprir as expetativas que os outros têm para nós, achamos que temos de comprometer a nossa felicidade, fazendo da nossa vida algo que não nos faz felizes. Mas a vida é demasiado curta, demasiado valiosa para a desperdiçarmos a fazer algo que nos deixa infelizes.
  • É tão comum na nossa vida nós passarmos todo o tempo a culpar alguém por algo que nos aconteceu, a guardar rancor dessa pessoa, sem percebermos o quão mal isso nos faz também. Por vezes, perdoar é um ato terapêutico para nós mesmos, porque nos liberta. E, às vezes, achamos que estamos a culpar alguém quando, na verdade, estamos a projetar neles a culpa que nós sentimos. Por isso, não só é importante sermos capazes de perdoar os outros para nos libertarmos da raiva e do rancor, como é importante percebermos que nós é que carregamos a culpa e que temos de nos perdoar a nós mesmos.
  • É muito fácil desistirmos de algo porque perdemos a esperança, porque desanimamos e achamos que não há mais volta a dar. Contudo, se pensarmos no nosso futuro e naquilo que desejamos para ele, talvez percebamos que vale a pena sempre tentar mais uma vez e lutar por aquilo que realmente queremos
  • Por vezes, passamos o tempo todo a queixarmo-nos das coisas más que acontecem na nossa vida, de como o universo parece conspirar contra nós, mas não fazemos nada para mudar isso. Nós somos donos da nossa vida, do nosso destino e estamos ao comando do nosso próprio navio. Quando as coisas na nossa vida não correm conforme queremos, então é nosso dever mudar o nosso próprio rumo para que o vento comece a soprar a nosso favor.
  • Aqui não há muito a dizer... Quando amamos alguém, é preciso arriscarmos as fichas todas e dizermos o que sentimos, porque nunca sabemos quando vamos ser correspondidos pela outra pessoa e, se nunca o dissermos, podemos viver com esse arrependimento para sempre, sem saber o que poderia ter acontecido. E ainda sobre isto... ↓


  • Acho que nós temos esta mania de deixar sempre tudo para amanhã, porque achamos temos todo o tempo do mundo. Mas não temos. O tempo voa, a vida passa e acabamos por deixar coisas por fazer ou por dizer porque achámos que íamos ter mais oportunidades. 
  • É tão fácil encostarmo-nos aos outros e sentirmos que dependemos dos outros para termos sucesso. Contudo, esquecemo-nos de que é muito mais importante sabermos estar por nossa própria conta, sermos donos da nossa própria vida e lutar por aquilo que queremos. Se queremos realmente alcançar os nossos sonhos, temos de encontrar o fogo dentro de nós que nos vai guiar.

E é isto... Este post foi um bocadinho diferente, mas é muito especial para mim. Tem algumas das minhas frases preferidas da minha série favorita com mensagens que eu considero muito importantes, algumas delas que eu tento ter sempre presentes na minha vida meio como "mote", porque há coisas demasiado importantes para nos esquecermos delas.

Das que vos mostrei, qual a vossa favorita? Têm outra que adorem e que não tenha colocado aqui?

(Todas as imagens de fundo foram retiradas do Pinterest e o texto foi acrescentado por mim no Canva.)