segunda-feira, 25 de outubro de 2021

3 Dicas para quem quer começar um blogue

outubro 25, 2021 2

Hoje em dia, quando alguém fala em blogues, a maioria das pessoas acha que isso é coisa do passado e "já não se usa". Bem, isso é uma mentira. Nós continuamos aqui, a criar conteúdo e a trazer novos posts à blogosfera. Sim, é verdade que as redes sociais ganharam palco e terreno e que isso levou ao fim de muitos blogues, mas não significa que todos os blogues tenham acabado de vez. Eu sou das que continua a achar que as redes sociais podem ser o complemento perfeito para um blogue: umas de forma mais instantânea e rápida, mais perto da audiência; outro numa versão mais intimista e cuidada, mais elaborada. Para mim, o blogue sempre foi quase como um diário, um espaço meu, onde eu posso partilhar sobre as coisas de que gosto, que me fazem feliz e sobre os meus sentimentos com quem quiser ler. Nunca fui super fixada em números, porque acho que mesmo que só haja uma pessoa a ler, já é importante para mim.


Tu aí desse lado, que sempre tiveste vontade de criar um blogue para partilhar o teu conteúdo, mas nunca o fizeste porque te dizem que está fora de moda - este post é para ti. Depois de vários anos na blogosfera, acho que já me sinto capaz de partilhar convosco 3 dicas básicas sobre o que fazer para começar um blogue próprio.

  1. Pensa muito bem que tipo de conteúdo queres partilhar com as pessoas, o que queres que o teu blogue seja. O teu blogue é o teu espaço e identifica-te tanto quanto o teu cartão de cidadão, digamos assim. É bom que o teu tipo de conteúdo seja algo com que realmente te identificas, por isso é importante ponderares bem, em linhas gerais, o que queres trazer para o teu público.

  2. Escolhe um nome que signifique algo para ti. Mais uma vez, o blogue é a tua identidade, por isso não faz sentido que o nome seja uma coisa aleatória que nada te diz

  3. Não penses muito sobre a opinião dos outros. Ignora aquilo que os outros podem pensar ou dizer, porque isso não importa. O que importa é fazeres algo de que gostas, com que te identificas e que possa trazer algo para os teus seguidores. Cria a tua imagem e deixa a tua marca, sem te preocupares com as outras pessoas.

Como eu vos disse, 3 dicas super básicas, mas fundamentais para dar o primeiro passo e criar um blogue. Quando entrei na blogosfera, fi-lo de forma anónima e sem saber muito bem o que queria trazer aqui. Com o tempo, fui-me encontrando e percebendo que há determinados tipos de conteúdo que gosto mais de produzir do que outros: tópicos relacionados com livros/filmes/séries, com dicas de estudo e organização, dicas de um modo mais geral sobre temas que me interessam, assim como reflexões sobre cenas do quotidiano. E isto é mesmo uma das coisas mais importantes para iniciarem o vosso percurso por aqui.

Se eu tiver inspirado alguém desse lado, já fico feliz. Boa sorte e bom trabalho! 

Tal como eu és um/uma "sobrevivente" da blogosfera? Então, deixa aqui o teu blogue nos comentários e, mais tarde, partilhá-lo-ei nas minhas redes sociais!



segunda-feira, 18 de outubro de 2021

"Reencontro em Barcelona" | Review

outubro 18, 2021 1

Ultimamente, tenho-me apercebido que eu sou uma leitora de moods. O que é que eu quero dizer com isto? Que o meu estado de espírito influencia imenso as minhas leituras e vice-versa e que, por mais focada que eu esteja em acabar um livro, se ele não me está a motivar, a coisa fica bem difícil. Isto faz com que eu demore séculos a ler uns livros e depois demore poucos dias a ler outros. Recentemente, passei por uma situação dessas: demorei imenso tempo a ler Sensibilidade e Bom Senso, porque apesar de estar a gostar parecia que o livro não estava bem a condizer com o meu mood, mas depois li, em menos de uma semana, o livro de que vos venho falar hoje. 


Reencontro em Barcelona, de Elizabeth Adler, leva-nos numa viagem entre Malibu e Barcelona para, juntamente com o famoso detetive Mac Reilly e Sunny Alvarez, a sua namorada e assistente, desvendarmos um dos maiores escândalos e mistérios de Hollwood. Bibi Fortunata era uma atriz, cantora e celebridade altamente adorada de Hollywood que é a principal suspeita do homicídio do seu amante e da sua melhor amiga. Assim, Bibi torna-se notícia de primeira página pelos piores motivos, mas como a polícia nunca foi capaz de provar o seu envolvimento, Bibi foi libertada e percebeu que a única solução para o seu problema era desaparecer sem deixar rasto, deixando a sua filha Paloma com a irmã. Paloma adora a mãe e quer a todo o custo poder voltar a encontrá-la, por isso decide que precisa de pedir ajuda a Mac e a Sunny. Acaba por ser a sua tia Jassy e a sua avó Lorenza a fazê-lo, quando o padrasto de Paloma decide pedir a sua custódia. Assim, Mac lança-se numa missão para descobrir onde está Bibi, quem matou o amante dela e a sua melhor amiga e quem tentou incriminá-la.

Tenho de admitir que este livro foi, de certo modo, uma compra por impulso, porque não consegui resistir às promoções de 50% de desconto do Continente. Não conhecia o nome do livro, nem conhecia a autora, mas a sinopse do livro pareceu-me bastante interessante e resolvi comprar - isto sem saber que a autora tem outros livros em que sabemos mais sobre a história e as aventuras de Mac Reilly e Sunny Alvarez. Agora que já terminei, acho que fiz uma boa compra porque é um livro que se lê super bem, super rápido e que é perfeito para a altura do verão. Além disso, apesar de existirem outros livros sobre estas duas personagens, não é obrigatório que os tenhamos lido primeiro para perceber as circunstâncias e isso é um ponto super positivo.


Desde o começo da história que nós ficamos completamente presos a este mistério e queremos resolvê-lo tanto quanto o Mac ou a Paloma, algo que eu acho que é super importante num livro, pois faz-nos querer ler tudo até ao fim, o mais rápido possível. Aliás, eu confesso que houve alturas em que foi super difícil parar de ler, porque estava totalmente presa à história e só queria ler mais e mais - até porque é uma leitura extremamente simples e fluída, que não cansa. Somos levados a imaginar os sítios que nos são descritos e a querer saber mais sobre todas as personagens. 


E aqui entra a minha primeira crítica a este livro e uma das coisas que menos gostei: a maioria das personagens são-nos apresentadas apenas de forma superficial e deixam-nos com vontade de saber um pouco mais, de ter mais algumas páginas para ler sobre elas. O que eu senti é que, por vezes, a autora deixa que os acontecimentos sejam descritos de forma muito ligeira e leve, sem ir muito a fundo, e isso acaba por ficar um pouco aquém das nossas expetativas. A minha segunda e última crítica vai de encontro a esta primeira, porque eu achei que a grande resolução do mistério aconteceu de forma muito rápida, sem ser muito desenvolvida ou explicada e eu fiquei a pensar "foi só isto?". Claro que o objetivo da autora não é criar uma grande história de mistério ou crime, mas nós acabamos por ficar tão envolvidos na história que, quando chegamos ao final, ficamos à espera de mais alguma coisa.

Tirando estes dois pormenores que falei, eu gostei bastante do livro. É uma leitura rápida, fluída, simples, que não nos faz pensar muito e que, por isso, é ótima para ler nesta altura do verão e das férias. Fiquei muito curiosa para ler mais alguns livros da autora, nomeadamente para saber um pouco mais sobre a história de Mac Reilly e Sunny Alvarez.


Conhecem esta autora? Já leram este ou alguns dos seus livros? Se sim, o que acham?



segunda-feira, 11 de outubro de 2021

"Jungle Cruise: A Maldição nos Confins da Selva" | Review

outubro 11, 2021 1

Bem, acho que só pelo título do post é fácil perceber que hoje vos venho falar de mais uma das estreias cinematográficas deste verão. Quando fui ver o Bem-Bom (cuja review podem ler aqui), passou, entre outros, o trailer do filme que hoje vos trago e eu fiquei logo bastante entusiasmada. Um filme da Disney, que mete o The Rock e promete ação combinada com comédia? Parece-me a receita perfeita para um excelente filme. Portanto, basicamente, eu fiquei super curiosa para ver este filme e, mal tive oportunidade, assim foi.


Jungle Cruise: A Maldição nos Confins da Selva é um filme de aventura que retrata uma expedição cheia de peripécias pela Amazónia, realizada pelo carismático Capitão Frank Wolff e a determinada Dra. Lily Houghton. Lily viaja desde Londres até à Amazónia com um objetivo bem traçado, para a concretização do qual recruta a ajuda de Frank, para a guiar no seu barco a cair aos pedaços, La Quila, rio abaixo. Lily segue uma antiga lenda que fala da existência de uma árvore com capacidades de cura inigualáveis, que pode mudar o futuro da medicina (e da Humanidade). A dupla, acompanhada pelo peculiar McGreggor (irmão de Lily), embarca nesta jornada cheia de peripécias, perigos à espreita e forças sobrenaturais, jornada ao longo da qual vão descobrindo mais sobre a lenda e sobre a árvore, mas também sobre si mesmos e sobre o destino que lhes pode estar reservado.


Posso já começar por dizer que este filme não me desiludiu nem um pouquinho - aliás, acrescento até que me surpreendeu bastante e que se mostrou ainda melhor do que aquilo que o trailer prometia. A cada segundo que passava, ficava cada vez mais conquistada e completamente colada ao ecrã. Sem dúvida que, além do próprio enredo da história, a brilhante atuação da Emily Blunt e do Dwayne Johnson contribuíram muito para isto.


Frank e Lily são duas personagens muito interessantes - Frank tem o seu quê de mistério e de parvoíce, Lily tem uma personalidade forte e um bocadinho mandona e ambos combinam perfeitamente, dando lugar a cenas bastante engraçadas. A eles, junta-se o irmão de Lily, um verdadeiro tolinho com pouca matéria cinzenta, e um leque de outras personagens que contribuem para a ação da história, de modo a ficarmos rendidos ao desenrolar da mesma.


Sendo um filme da Disney, a "magia" não deixa de estar presente e, como tal, somos levados para cenas cheias de fantasia, paisagens deslumbrantes e uma árvore verdadeiramente mágica. Para mim, uma combinação perfeita entre o "fantástico" e o "mundo dos adultos", que torna Jungle Cruise um filme para todas as idades.


Acho que é fácil perceber que fiquei verdadeiramente satisfeita, não? Gostei mesmo muito do filme e recomendo a todos que "percam" um bocadinho do vosso tempo a vê-lo. Divertido, interessante e mágico - verdadeiramente incrível. 


Já alguém desse lado teve a oportunidade de ver este filme? Se sim, o que acharam? Aos que ainda não viram... Espero ter-vos aguçado a curiosidade!



quinta-feira, 7 de outubro de 2021

Sou finalista

outubro 07, 2021 4

No dia 8 de setembro de 2018 recebia o aguardado e-mail que anunciava que acabava de ser colocada no curso de Fisioterapia, na Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra. Confesso que nunca tive tanta certeza do que queria do meu futuro como naquele dia. Eu sabia que aquele era o percurso que eu queria tomar, tudo o resto havia de descobrir depois. Mais de 3 anos depois, inicio o 4º ano, ainda a descobrir o que quero do meu futuro dentro da Fisioterapia - que é um mundo muito maior do que as pessoas podem imaginar (e do que eu podia imaginar quando aqui cheguei).


Hoje, o futuro assusta-me mais do que nunca, porque está mais perto. Assusta-me a ideia de que, dentro de 8 ou 9 meses, vou estar licenciada e pronta a entrar no mercado de trabalho. E assusta-me porque acho que nenhum curso nos prepara realmente para trabalhar, dão-nos as bases e mandam-nos aos lobos. Entendo que tenha de ser assim e que, depois de entrarmos no meio, as coisas se tornem mais fáceis com a experiência, mas não deixa de ser assustador. É assustador pensar que sou uma adulta prestes a entrar no mundo do trabalho, porque sinto que ainda ontem era uma caloira meia perdida, a tentar sobreviver ao primeiro semestre da faculdade.


Começo este ano de finalista com uma nostalgia imensa. Porque é o último, porque o tempo escasseia e eu acho que ficou tanto por viver, tanto por fazer. Independentemente de tudo, vai ficar sempre este sentimento de que podíamos ter vivido mais, porque nunca ninguém está pronto para seguir em frente e fechar o capítulo de uma época tão feliz. Mas esse momento ainda não chegou e, até lá, planeio aproveitar este ano da melhor forma a todos os níveis - absorver todo o conhecimento que puder, formar-me para ser melhor pessoa e uma boa fisioterapeuta, aproveitar todos os momentos com os amigos que este curso me deu, desfrutar de cada segundo. 

Sou finalista. Uma finalista assustada com o futuro, mas determinada a aproveitar cada segundo dos próximos meses. Que venha o 4ºano e que seja tão bom ou melhor que os restantes!



sexta-feira, 1 de outubro de 2021

Favoritos de Setembro

outubro 01, 2021 2

Se, no mês passado, vos disse que agosto era dos meus meses menos favoritos do ano, setembro está certamente no top 3 dos meus meses favoritos. Para mim, como para muitas outras pessoas, setembro será sempre um mês de recomeços, mais até do que janeiro. Sempre significou o regresso às aulas e à rotina (embora, atualmente, não seja exatamente assim para mim e vá deixar de o ser) e eu sempre adorei toda a azáfama de preparar tudo para voltar à escola e voltar a ver os amigos. Ainda hoje, no último ano de faculdade, adoro preparar tudo com antecedência para voltar às aulas. Este ano, as minhas aulas só recomeçam em outubro, por isso setembro foi o último mês de férias, para aproveitar da melhor forma possível. 

(mudei o banner, gostam? btw, a foto de fundo fui eu que tirei)

  • Férias em família
No início de setembro, chegaram, finalmente, os merecidos dias de férias em família, com os meus pais e um dos meus primos. No ano passado, devido ao casamento da minha irmã, acabámos por não ir a lado nenhum durante as nossas férias, por isso, depois de 1 ano e tal de pandemia, soube mesmo bem sair do nosso ambiente do quotidiano por uns dias. Rumámos ao Algarve, onde passámos 6 dias numa zona que nos é bastante familiar, para onde já fomos várias vezes. Ficámos num apartamento excelente, na zona de Conceição (Tavira), que não conhecíamos, mas decidimos fazer praia nas zonas que já conhecemos e que sabemos que são sempre ótimas: praia de Altura (Alagoa) e na Ilha de Tavira. Foram uns dias ótimos para recarregar baterias, ficar com um bronzezinho (que este ano estava díficil de conseguir), comer muito (e bem) e passear. 
  • Youtube
Já várias vezes vos falei por aqui do podcast da Catarina Miranda, o «Só mais 5 minutos», que, apesar de não acompanhar todos os episódios, vou vendo, de vez em quando. Este mês, decidi ver a conversa com a Mariana Bossy (podem ver aqui), que apenas comecei a seguir muito recentemente no Instagram, por isso não sabia muito sobre ela. E que bela surpresa foi! Adorei conhecer mais sobre ela, sobre como decidiu mudar totalmente de vida e começar no Youtube bastante mais tarde do que a maioria das pessoas, tendo atingido logo um sucesso extraordinário. Achei-a uma pessoa super humilde, com muito boa onda e super divertida. Por isso, decidi ir espreitar o canal e os vídeos da Mariana Bossy e... Fiquei fã! É impossível não ficarmos bem-dispostos com os vídeos dela e não soltarmos umas belas gargalhadas. Gosto imenso do facto de o conteúdo dela ser super diferente daquilo que se vê, atualmente, e agora vou ver sempre que sai vídeo novo!
  • Séries
Setembro foi um mês mega dedicado às séries, para mim (como têm sido, no geral, os meus meses de verão). Começou com a saída da 1ªparte da 5ªtemporada de La Casa de Papel, que me deixou extremamente curiosa para saber como é que tudo vai terminar. Estreou também a 3ª temporada de Sex Education, que, na minha opinião, foi a melhor até agora. Foi super focada no crescimento pessoal das personagens, em aprender a perceber quem somos e o que realmente queremos e permitiu-nos ver uma tremenda evolução de algumas personagens. Ainda falando de estreias, 9-1-1, Station 19 e Anatomia de Grey regressaram com novas temporadas perto do final do mês e saiu um novo spin-off de NCIS, desta vez, NCIS: Hawaii, do qual já vi o primeiro episódio e estou super curiosa para conhecer melhor as personagens.

Setembro foi também o mês em que terminei de ver Mentes Criminosas, o que me deixou um pouco triste porque nunca gosto de me despedir das personagens, mas foi uma excelente série (em breve, falar-vos-ei um pouco dela por aqui). E como não me podia despedir de uma só série, tive também de me despedir de Brooklyn Nine-Nine, que chegou ao fim, após 8 temporadas. Apesar da tristeza de dizer adeus a este grupo de personagens tão incrível e àquela que é a minha série de conforto, fiquei muito feliz pelo final não ter desiludido nem um pouco, por ter feito jus à série e a todas as personagens

E ainda tenho mais uma série da qual vos quero falar. Já perto do final do mês, em conjunto com a minha irmã, vi uma série super recente, coreana, que estava no top 10 da Netflix - Squid Game. Não vos vou falar muito sobre ela, porque vai sair um post dedicado a ela aqui no blogue, mas posso dizer-vos que foi uma grande surpresa!

  • Livros
Setembro foi o mês em que alcancei a minha meta de leitura estipulada para 2021: li 22 livros! Apesar de não gostar de pôr pressão em mim para ler, porque há fases em que, simplesmente, não estamos predispostos a tal, fiquei super feliz por ter conseguido cumprir o meu objetivo e por saber que ainda vou conseguir ler mais uns quantos até ao final do ano. 

Uma das leituras que marcou o meu mês foi um dos livros que incluí na lista de livros que quero ler antes dos 30 - O Principezinho. Decidi que não iria trazer uma review aqui ao blogue porque não sei o que mais se pode dizer sobre um livro tão especial quanto este. É um daqueles livros que toda a gente devia ler uma vez na vida, porque é tão, tão bonito! E como não sei o que dizer, além de que esta leitura me deixou o coração bem quentinho, deixo-vos com um excerto do mesmo:

  • Música
Last but not least, Setembro foi o mês em que os Imagine Dragons lançaram o seu novo álbum, Mercury - Act 1. Como é óbvio, já o ouvi todo mais do que uma vez e estou apaixonadíssima (e mega entusiasmada para os ver no próximo ano)! Um conjunto de músicas super diferentes entre si, mas todas com uma força espetacular. As minhas favoritas, no momento, são a Wrecked e a Monday, mas podem mudar a qualquer momento, ahahah!
Amigos: o Natal está aí à porta, se não sabem o que me dar, aqui está uma bela opção!


E pronto, assim terminam os favoritos de setembro! Espero que tenham gostado! E o vosso mês de setembro, como foi? Quais as coisas que mais vos marcaram?





segunda-feira, 27 de setembro de 2021

"Sensibilidade e Bom Senso" | Review

setembro 27, 2021 1

Não sei se já vos tinha contado este facto sobre mim, mas eu não sou uma pessoa que pensa muito sobre os livros que compra ou que escolhe ler. Na verdade, acho que sou mais uma leitora impulsiva - do tipo "está aqui este livro, então é este que vou ler", mesmo que seja um livro que nunca despertou o meu interesse. Apesar de ter a minha wishlist, acho que, na maioria das vezes, acabo por comprar outros livros que não estão lá - leio a contracapa, parece-me bem e compro. Por este motivo, acabo sempre por ler livros mais recentes e deixo os clássicos (que estão na minha wishlist) para trás. Para 2021, um dos meus objetivos é ler mais clássicos e fazer compras literárias mais ponderadas. 


O livro de que hoje vos venho falar - Sensibilidade e Bom Senso, da Jane Austen - entrou para a minha wishlist há já bastante tempo, depois de ter lido Orgulho e Preconceito, da mesma autora, na altura do secundário. Eu gostei imenso, na altura, e fiquei com curiosidade de ler mais coisas da autora, que é um dos grandes nomes da literatura mais clássica. Assim, aproveitei uma promoção da Wook para gastar o dinheiro que tinha no cartão e comprei, justamente, este livro, numa edição bastante bonita da Bertrand Editora

A história gira em torno da família Dashwood, mais particularmente das irmãs Marianne e Elinor, de 17 e 19 anos, que não podiam ser mais diferentes uma da outra. Se Marianne é mais emocional, sensível e romântica, então Elinor é a personificação da racionalidade, do bom senso e da discrição. As circunstâncias das suas vidas e o surgimento do amor, leva a que estas irmãs sejam postas à prova e que encontrem um equilíbrio entre a sensibilidade e o bom senso para poderem ser felizes.


Ao longo da história, vamos conhecendo outras personagens que fazem parte do círculo social destas duas irmãs - personagens essas muito distintas entre si, com personalidades fortes e que contribuem muito para o desenvolvimento da história, dando mais vida a todo o enredo. Sendo passada numa época bem diferente da atual, é engraçado refletirmos sobre como tudo seria tão diferente se acontecesse nos dias de hoje, em que as preocupações com quem é a melhor pessoa para casar com base nas posses que tem ou quem é a família da pessoa por quem se está apaixonado importam cada vez menos. 

Passando agora a falar um pouco da minha opinião... Bem, eu tenho de ser sincera e admitir que as minhas expetativas foram um pouco defraudadas com este livro. Como já disse acima, eu adorei ler Orgulho e Preconceito e, por esse motivo, vinha com expetativas elevadas para este livro, mas achei que são dois livros totalmente diferentes na forma como a história é desenvolvida. Em Sensibilidade e Bom Senso, toda a ação é muito mais "suave" e dissolvida na história do quotidiano destas irmãs, sendo um livro que se passa a "ritmo lento" e em que eu senti que quase nunca aconteceu nada verdadeiramente entusiasmante - excetuando dois ou três capítulos que me prenderam mais. No geral, eu gostei do livro e da história, mas está longe de entrar para o meu top de livros favoritos e está bem longe de poder ser comparado a Orgulho e Preconceito - isto é a minha opinião, como é óbvio, até porque já tive oportunidade de conversar com outras pessoas que gostaram mais de Sensibilidade e Bom Senso do que de Orgulho e Preconceito. Resumidamente, são dois livros escritos de forma muito diferente.


Uma das coisas que mais gostei no livro é que, ao longo de toda a história, nós vamos vendo as duas irmãs crescerem juntas e tornarem-se cada vez mais próximas, pois vão-se compreendendo mutuamente e percebendo que serão mais felizes se adotarem algumas características uma da outra. Assim, mais do que um romance típico, esta é uma história de amor entre duas irmãs que aprendem a ser melhores juntas.


Desse lado, alguém já leu este livro? Se sim, o que acharam? Já leram outros livros da autora?



segunda-feira, 20 de setembro de 2021

6 coisas que aprendi em 15 anos a estudar

setembro 20, 2021 1

Tenha eu que idade tiver, faça eu o que fizer, o mês de setembro será sempre sinónimo de regresso às aulas, para mim. E, ao contrário da maioria das pessoas, eu ficava sempre entusiasmada com a chegada do mês de setembro: é claro que o fim do verão me deixava triste, mas sempre adorei toda a azáfama de comprar livros e material escolar, de preparar a mochila, de voltar a ver os meus amigos e de voltar a ter uma rotina. Mesmo atualmente, indo para o último ano da licenciatura e começando o semestre apenas em outubro, fico super entusiasmada com a chegada de setembro e começo logo a preparar tudo para regressar à faculdade. 


A meio daquele que é o mês do regresso às aulas da maioria dos estudantes portugueses, quis trazer-vos um post relacionado com este tema, mas diferente daqueles que já trouxe e que se costumam ver por aí. Como sabem, vou para o 4º e último ano da licenciatura, o que significa que já sou estudante há 15 anos (a caminhar para os 16) e, por isso, acho que, ao longo de todos estes anos, fui aprendendo algumas coisas sobre o que é ser estudante. Por isso, hoje partilho convosco 6 coisas que aprendi ao longo de 15 anos enquanto estudante.


1. Somos todos pessoas diferentes, que pensam e aprendem de forma diferente, por isso one size does not fit all. Todos aprendemos a ritmos diferentes, de formas diferentes e processamos a informação de forma diferente, fazendo raciocínios diferentes acerca do mesmo assunto. O método de estudo que funciona melhor comigo não tem de funcionar da mesma forma com a pessoa do lado e está tudo bem com isso! Está tudo bem se não formos todos uns crânios a matemática e se formos melhores a português. Um erro que ainda está muito enraizado na educação portuguesa é que temos de ter todos excelentes notas a tudo e sermos todos excelentes alunos e encaixar todos tudo da mesma forma, como se não fôssemos pessoas diferentes que interpretam as coisas de formas diferentes. Isso está tremendamente errado! Como pessoas diferentes que somos, não temos de ser todos ótimos a tudo, é normal sermos melhores nalgumas coisas que noutras, gostarmos mais de umas disciplinas que doutras e encaixarmos as coisas de forma diferente, porque somos diferentes e pensamos de formas diferentes!

2. Estudar demasiadas horas seguidas, sem parar, não é sinónimo de melhores notas. A mentalidade de muitas pessoas é de que, quanto mais horas estudarem, melhores notas terão e isso não está correto. De que vale estudarmos 5 horas seguidas, se não conseguimos interiorizar nada nem ser produtivos? Estudar meia hora de forma produtiva e concentrada é muito mais proveitoso. O descanso é fundamental para que o nosso cérebro consiga funcionar na sua perfeição e tem um papel muito importante no nosso rendimento e aproveitamento escolar. Por isso, em vez de estudar imensas horas seguidas, é muito mais proveitoso estudarmos durante períodos mais pequenos de tempo, intercalando-os com pequenas pausas, e aproveitar para descansarmos bem!


3. Sermos organizados é meio caminho andado para sermos bons alunos. Estudar é importante, estar atento nas aulas é importante, mas sem organização isso vale de pouco. Conseguirmo-nos organizar nas tarefas todas que temos, incluindo as extracurriculares, é fundamental para sermos bons alunos e permite-nos fazer tudo sem deixarmos nada para trás.


4. Os professores podem ser alguns dos nossos exemplos mais importantes. Acho que todos nós identificamos alguns professores que nos marcaram mais que outros (de forma positiva ou negativa) e nem sempre percebemos que, muitas vezes, são alguns dos nossos exemplos de vida mais importantes e que nos ensinam coisas que podem ir muito além das contas de matemática ou das orações de português. Ensinam-nos sobre tolerância, paciência, respeito. No momento, nem sempre sabemos reconhecer a importância que determinado professor tem para nós, mas, à distância, conseguiremos identificar como alguns deles se tornaram influências no nosso crescimento.


5. Talento ajuda, mas o trabalho é determinante. Há determinadas pessoas que, naturalmente, têm mais inclinação para um determinado tema, que têm mais talento para uma certa área, contudo o talento nem sempre é suficiente. É o trabalho duro que nos traz mais recompensas e que nos permite ir mais longe, mesmo que, à partida, não sejamos tão dotados como outros. Work hard pays off.


6. Não devemos ter medo de falar e expor as nossas dúvidas por causa dos outros. É muito frequente existirem situações em que temos uma dúvida ou em que achamos que sabemos a resposta correta mas não dizemos porque temos medo de errar ou daquilo que os outros vão pensar de nós. E isso é uma tremenda estupidez! Eu fiz isso imensas vezes, fiquei calada quando sabia as respostas porque não queria "armar-me em sabichona". Contudo, agora percebo o quão ridículo é. Se sabemos, porque havemos de nos diminuir? Que se lixe aquilo que os outros pensam! Não devemos, nunca, ter medo de falar sobre o que quer que seja e expressar as nossas opiniões. A voz é uma das nossas ferramentas mais poderosas!


Se vocês tivessem de enumerar uma coisa que aprenderam enquanto estudantes, o que seria?



terça-feira, 14 de setembro de 2021

"Velocidade Furiosa 9"

setembro 14, 2021 0

As estreias do cinema de 2021 têm-me agradado particularmente e eu tenho curiosidade de ver imensos dos filmes que têm saído nos últimos tempos. Um filme que eu queria mesmo muito ver era o Velocidade Furiosa 9, visto que, no início deste ano, fiz maratona dos 8 filmes e acabei por adorar a sequela, ficando super curiosa por ver o que seria este novo filme. Se já estava curiosa porque queria perceber qual a continuidade que dariam à história, tendo em conta que, agora, o Dom tinha um filho, ainda mais curiosa fiquei quando vi o trailer e percebi que o Han (personagem que, supostamente, tinha morrido em Tóquio) iria regressar. Assim sendo, mal tive oportunidade, vi este nono filme. Será que me surpreendeu ou me desiludiu?


Velocidade Furiosa 9 começa por nos contextualizar sobre a nova vida de Dom, uma vida tranquila e longe de tudo e todos, que partilha com o seu filho Brian e Letty, ao mesmo tempo em que conhecemos um pouco mais sobre o seu passado, nomeadamente, sobre as circunstâncias da morte do seu pai. Contudo, o perigo está permanentemente à espreita, pelo que a tranquilidade da vida de Dom não dura muito. A equipa volta a reunir-se para travar um plano que pode mudar o mundo, plano esse liderado por alguém que Dom conhece muito bem: o seu irmão desaparecido, Jakob.

(Daqui em diante, podem haver pequenos spoilers - fica na vossa consciência prosseguir com a leitura.)


Começando pelo geral (e só depois partindo ao particular), este filme vem na linha dos últimos, com cenários em que a mais alta tecnologia está prestes a cair nas mãos erradas e pode acabar com o mundo tal como o conhecemos. Tem o seu quê de "fantasia" e "efeitos especiais" a que vimos sendo habituados mas, embora haja coisas que todos sabemos serem irrealistas, eu não vejo isso como um impedimento para gostar do filme. Todos sabemos que é meramente um filme, onde os realizadores e produtores podem dar largas à imaginação, por isso cabe-nos a nós entrar nesse universo alternativo.


Passando agora a falar de coisas mais específicas... Temos a Ramsey como personagem do núcleo principal, à semelhança do que havia já acontecido no último filme, o que eu acho uma grande vantagem, porque, aliada ao Roman e ao Tej, cria um núcleo muito divertido, além de trazer, obviamente, as suas capacidades essenciais para a resolução de tudo. Neste filme, temos também o regresso da temível Cipher, que continua a conseguir manipular todos à sua volta e escapar dos crimes que comete (ups, desculpem o spoiler).  E, em termos de personagens, temos duas grandes surpresas: o regresso do Han do "mundo dos mortos" e o aparecimento de Jakob, o irmão de Dom e Mia.


O reaparecimento do Han era o grande mistério deste filme e, embora tudo nos seja explicado, devo admitir que fiquei um pouco confusa sobre como a encenação da sua morte se desenrolou - talvez saibamos algo mais sobre isso brevemente, devido a uma cena que aparece mesmo no fim do filme, após os créditos. Relativamente a Jakob, achei que a história fez todo o sentido e foi bom conhecer um pouco mais sobre o passado da família Toretto


Resumindo e concluindo, gostei imenso do filme e fico à espera de possíveis novidades relativamente à continuação da saga ou a novos filmes de Hobbs & Shaw, que também me parecem ser possíveis de acontecer, no futuro. 

Desse lado estão fãs de Velocidade Furiosa? Quem já viu este novo filme, o que achou?



sexta-feira, 3 de setembro de 2021

Favoritos de Agosto

setembro 03, 2021 1

Tenho de vos confessar que, normalmente, o mês de agosto é um dos meses que menos gosto - teoricamente, devia ser dos que mais gosto porque o verão é a minha estação do ano favorita, mas agosto é o meu mês de verão menos favorito porque, normalmente, passo-o sempre em casa (porque é raro os meus pais tirarem férias neste mês), sem fazer grande coisa, enquanto está um calor insuportável na rua. Contudo, o meu mês de agosto de 2021 foi um bom mês e hoje trago-vos várias coisinhas que, de alguma forma, o marcaram.


  • Família
Para aqueles que me seguem no Instagram mais atentamente, certamente se aperceberam que, durante o mês de agosto, eu passei uma grande parte do meu tempo em casa da minha irmã. O motivo para isso ter acontecido foi porque ela estava grávida, no final do tempo, e precisava de ajuda nas tarefas do dia-a-dia. Entretanto, a minha sobrinha nasceu! Como é óbvio, não poderia deixar de fora deste post - que, desde a criação da "rubrica", é a coletânea de coisas que marcam o meu mês de forma positiva e me deixam feliz - este acontecimento tão especial. Acho que ainda não sei bem o que é isto de ser tia, porque é tudo muito recente e eu não consigo passar tanto tempo com ela quanto gostaria, mas sei que é uma coisa muito, muito boa e que um bebé traz, sem dúvida, muita alegria a uma família.

  • Vacina
No dia 20 de agosto, pude finalmente levar a 1ªdose da vacina contra a COVID-19. Foi um momento bastante aguardado por mim, porque não só representa a importância da ciência no mundo atual, como também representa uma centelha de esperança. Neste ano e meio de pandemia, consegui ter a "sorte" de nunca ter ficado doente, nem de nunca ter feito um isolamento profilático, por isso esta vacina é quase uma "recompensa". Além disso, quando se começou a falar na chegada das vacinas, nunca achei que seria vacinada antes do fim de 2021, por isso estou super feliz pelo ritmo a que a vacinação está a decorrer em Portugal e por já ter a 1ª dose.


  • Youtube
Já fui muito mais ligada ao mundo do Youtube do que sou atualmente, contudo, de vez em quando, faço maratonas de vídeos de pessoas cujo conteúdo eu gosto e me identifico. Hoje, a pessoa de quem vos venho falar é alguém com quem me identifico bastante a vários níveis e que trouxe um projeto extremamente diferente e genuíno ao Youtube - a Adri da Silva. Foi em Agosto que nos trouxe uma espécie de série documental de 4 episódios, chamada Primeira Onda, na qual partilhou connosco a sua jornada de aprender a surfar em 1 mês. Acho que é um tipo de vídeo super diferente daqueles que estamos habituados a ver, um conteúdo super simples e genuíno, que me cativou imenso - aliás, sempre que um episódio acabava eu ficava com a sensação de que podia ver mais meia hora. Foi uma verdadeira lufada de ar fresco e recomendo a 100% a toda a gente que gosta da Adri e/ou que gosta de surf, assim como a toda a gente que procura algum conteúdo mais diferente do habitual.


Ainda no Youtube, foi durante o mês de agosto que descobri a música Sou Como Sou, da Ana Bacalhau e decidi incluí-la nos favoritos não só porque tem uma letra incrível, como pelo videoclipe maravilhoso com uma mensagem tão especial. 


  • Séries, Filmes e Livros
Agosto foi um mês extremamente rico a nível de cultura para mim - li imenso, vi vários filmes e devorei uma série. Começando pelos livros, li Sensibilidade e Bom Senso, da Jane Austen e Reencontro em Barcelona, da Elizabeth Adler - cujas reviews chegarão ao blogue em setembro. Além disso, aproveitei uma excelente promoção da Wook para comprar Capitães da Areia, do Jorge Amado, que já comecei a ler.

A nível de séries, além de continuar mega viciada em Mentes Criminosas, vi a 2ªtemporada de Outer Banks e começaram a sair os novos episódios da 8ª e última temporada de Brooklyn Nine-Nine. Além destas séries, devorei as 4 temporadas de La Casa de Papel em 2 semanas e adorei (podem ler o post com a minha opinião aqui)!

Por último, falando de filmes, vi as estreias de 2021, Velocidade Furiosa 9 e Jungle Cruise, cujas reviews também chegarão ao blogue a seu tempo. Vi ainda o filme francês Guia para uma Família Perfeita, da Netflix, e, apesar de não ter chegado a escrever uma review para partilhar convosco, recomendo completamente que vejam, porque é um filme que nos faz refletir imenso sobre a influência que a atitude dos pais tem na atitude dos seus filhos. Por fim, vi ainda a versão animada de 2018 do filme Grinch - sim, um pouco fora de época, mas gostei imenso da adaptação, por isso tinha de a mencionar aqui.

  • Agenda para o ano letivo 2021/2022
Para os mais desatentos, decidi não usar bullet journal neste próximo ano letivo, por isso optei por comprar uma agenda escolar e estou super satisfeita com ela. Comprei no Lidl, por um preço super razoável (6-7€) e é bastante ao estilo das agendas da Mr. Wonderful, por isso eu acho que vale super a pena.


  • Jogos Olímpicos
Por fim, não podia deixar de fazer referência à prestação de Portugal nos Jogos Olímpicos - Tokyo2020, que foi uma das melhores prestações de sempre do nosso país: 4 diplomas olímpicos, 2 medalhas de bronze, 1 medalha de prata e 1 medalha de ouro. Se, com tão poucos apoios, conseguimos trazer 4 medalhas e 4 diplomas, imaginem o que conseguiríamos se as outras modalidades (além do futebol) fossem apoiadas e os jovens fossem mais incentivados!


Bem... Este post já vai bem longo, por isso é altura de terminarmos. Espero que tenham gostado de saber um pouco mais sobre o meu mês de agosto. Quais elegeriam como os vossos favoritos?



segunda-feira, 30 de agosto de 2021

"La Casa de Papel" - finalmente, cedi!

agosto 30, 2021 1

Bem, acredito que alguns de vocês, ao lerem este título, possam ter ficado um pouco surpreendidos por só agora eu vir falar desta série. A verdade é que, apesar da série ter estreado na Netflix em 2017, eu não gosto muito de ver as séries quando há um grande hype à volta delas, porque sinto que é muito mais fácil desiludir-me. Ou seja, eu sempre soube que, eventualmente, iria ver a série, mas quis deixar passar algum tempo. Com a chegada da primeira parte da quinta temporada em setembro, achei que este era o momento ideal para maratonar as 4 temporadas anteriores. 

O mote para La Casa de Papel é quando um grupo de assaltantes, liderados pelo Professor, decidem entrar na Casa da Moeda em Espanha, fazendo reféns e fechando-se lá dentro, enquanto tentam executar o seu plano e manipular a polícia, em simultâneo. É a partir daí que se desenrola uma sucessão de acontecimentos que os leva, mais tarde, até um novo assalto, desta vez, ao Banco de Espanha. 


Eu acho que uma das coisas que mais distingue esta série e que a tornou no fenómeno que foi/é, é a capacidade que os autores têm de nos fazer apaixonar por aqueles que, teoricamente, são os vilões, os maus da fita, os criminosos. É-nos impossível não ficar do lado dos assaltantes e contra a polícia. Essa é, para mim, a "magia" desta série. É claro que não adoramos todos os criminosos - dentro daquele grupo de assaltantes, temos pessoas diferentes, com personalidades diferentes; algumas verdadeiramente detestáveis, outras que oscilam e que nos fazem alterar o que pensamos e outras que vamos gostando cada vez mais à medida que as conhecemos. E isto acontece porque as personagens não são apenas assaltantes ou falsificadores ou sequestradores, são pessoas com histórias, com profundidade e é isso que nos leva a sentir empatia por elas. 

Outro aspeto verdadeiramente fantástico sobre esta série é a genialidade que envolve cada um dos assaltos. Não só o Professor é capaz de planear tudo com um detalhe extraordinário, antecipando os movimentos da Polícia, como consegue contornar as reviravoltas e os contratempos, arranjando sempre uma solução para cada novo problema. Apesar de ser um inadaptado social, o Professor conquista-nos aos poucos com a sua inteligência, mas também ao mostrar que, por trás de toda a timidez e constrangimento, existe bondade, amizade e compaixão. Não sendo a minha personagem favorita, é, sem dúvida, uma das personagens mais interessantes pela sua complexidade.


Outra "carta" espetacular em relação a esta série é - e peço, desde já, desculpa pelos spoilers - a forma como a população se posiciona do lado dos assaltantes, do lado da Resistência, tal como nós que assistimos. É isso que dá ainda mais força a todo o plano do Professor e que torna determinadas cenas ainda mais impactantes, reforçando o lado mais corrupto das autoridades e do próprio Governo. E isso reflete-se, nomeadamente, quando a tortura do Rio é revelada ou quando os seguranças do Banco de Espanha saem com o caixão onde está o corpo de Nairobi - momentos só por si tristes e fortes, mas que são exacerbados pelas manifestações do público.

Antes de ter visto a série, vi muita gente criticar as últimas duas temporadas e a dizer que a série foi perdendo qualidade ao longo das temporada. Eu digo, desde já, que não concordo. Acho que, se tivesse terminado no fim da 2ª temporada, não teria ficado nada mal e teria feito sentido, mas também acho que as duas temporadas que se seguem são igualmente espetaculares e prendem-nos igualmente ao ecrã. Espero que esta nova temporada continue a surpreender-nos e a deixar-nos colados até ao último minuto.


Concluindo, fico realmente feliz por ter "cedido" a este fenómeno, porque valeu muito a pena. Aguardo ansiosamente por setembro, agora, com a chegada da 5ªtemporada!


E vocês: já viram esta série? Gostaram? Quero mesmo saber as vossas opiniões!





segunda-feira, 23 de agosto de 2021

15 Livros que quero ler antes dos 30 | Wishlist

agosto 23, 2021 6

Na minha opinião, uma das maiores formas de poder que qualquer pessoa pode deter é o conhecimento. Sim, o dinheiro também proporciona muito poder, mas o conhecimento e a informação fazem de nós pessoas mais preparadas para qualquer eventualidade da vida. Somos seres pensantes, intelectuais, por algum motivo e é essa capacidade de pensarmos e armazenarmos informação que nos torna tão especiais e tão capazes de mudar o mundo que nos rodeia. O conhecimento é poder e é uma arma extremamente importante para combater as fake news e a desinformação que inundam os nossos dias. 

Por isso mesmo, agora que já entrei na 3ª década da minha vida (tenho 21 anos), achei por bem eleger um top 15 de livros que quero ler antes dos 30 anos. Decidi que estes livros não se cingiriam unicamente àqueles que estão na minha wishlist atual e que quero, acima de tudo, que sejam variados. Decidi incluir clássicos da literatura que quero quer e livros de não-ficção. Vamos a isto?



- Becoming, Michelle Obama

- Jane Eyre, Charlotte Brontë

- O Diário de Anne Frank, Anne Frank

- Uma Terra Prometida, Barack Obama

- O Corpo: Um Guia Para Ocupantes, Bill Bryson

- O Monte dos Vendavais, Emily Brontë

- Mulherzinhas, Louisa May Alcott

- Breve História de Quase Tudo, Bill Bryson





- O Principezinho, Antoine de Saint-Exupéry

- 1984, George Orwell

- A Laranja Mecânica, Anthony Burgess

- O Grande Gatsby, F. Scott Fitzgerald

- As Intermitências da Morte, José Saramago

- Sou um Crime, Trevor Noah

- José Saramago: Rota de Vida, Joaquim Vieira








Já leram algum destes? Se sim, quero muito saber qual a vossa opinião e/ou quais os vossos favoritos. Dos que não leram, qual têm mais curiosidade de ler?




terça-feira, 17 de agosto de 2021

"Cinco Esquinas" | Review

agosto 17, 2021 1

Comecei 2021 com um bom ritmo de leitura (já vinha embalada de 2020), mas o meu segundo semestre foi bastante trabalhoso e stressante, o que me fez reduzir um pouco o ritmo e demorar mais do que eu gostaria a ler cada livro - por isso é que já não temos uma review por aqui há algum tempo. Contudo, agora com a chegada das férias espero recuperar um pouco o ritmo e trazer-vos novamente mais reviews por aqui. 


Recebi o livro de que hoje vos falo no meu aniversário e não sabia rigorosamente nada acerca dele, nem do seu autor - aliás, a única coisa que sabia é que o autor é um Prémio Nobel da literatura. Assim sendo, comecei a leitura sem qualquer expetativa do que poderia encontrar e posso desvendar-vos já que fiquei agradavelmente surpreendida.

Cinco Esquinas, de Mario Vargas Llosa, decorre na cidade de Lima, capital do Perú, que vive sobre a ditadura do presidente Fujimori e do seu braço direito, o "Doutor", e mergulhada numa onda de terrorismo que assombra toda a gente e obriga a cidade a um recolher obrigatório. Numa noite de conversa, sem os maridos, Marisa e Chabela distraem-se de tal modo que não se apercebem do passar das horas e vêem-se obrigadas a pernoitar juntas - uma noite que se torna um grande e saboroso segredo. Chabela é casada com Luciano, um advogado peruano de renome, e Marisa é casada com uma das figuras cimeiras da exploração mineira, o engenheiro Enrique Cardenas. O mundo perfeito em que vivem acaba por ser totalmente abalado por um escândalo sexual que envolve Enrique. Após tentativa de chantagem por Rolando Garro - diretor do semanário "Destapes" -, a participação do renomado engenheiro Enrique Cardenas numa orgia é tornada pública, em todos os seus pormenores mais sórdidos. A este escândalo, segue-se um assassinato brutal. Por trás de mentiras e tentativas de encobrimento, Retaquita (uma figura curiosa e fascinante) trará toda a verdade ao de cima, mostrando a forma como todos os escândalos têm o poder político por trás. 


Como já desvendei em cima, senti-me agradavelmente surpreendida com esta leitura e com a escrita de Mario Vargas Llosa - é uma escrita envolvente e cativante, descritiva q.b. e com uma linguagem simples. Além disso, a história que nos conta em Cinco Esquinas torna-se intrigante pela forma como, inicialmente, parece não haver conexão entre os diferentes acontecimentos, mas, aos poucos, as peças vão-se encaixando como um puzzle, até as ligações entre elas serem inegáveis e formarem uma verdadeira teia que, no centro, tem o poder político. 


Achei que as personagens são caricatas e interessantes, embora sem grande profundidade e embora nunca saibamos muito sobre elas, além daquilo que vamos vendo acontecer. Como primeiro livro que eu li do autor, achei uma leitura fácil e interessante - contudo, li críticas de pessoas que estão mais familiarizadas com a obra do autor e que referem que este está longe de ser o seu melhor livro. Por isso, acho que o posso recomendar a quem está desse lado e, tal como eu, não conhece a escrita do autor - a quem já conhece, não posso recomendar ou deixar de recomendar, porque não tenho grande termo de comparação para dizer se é um bom livro de Mario Vargas Llosa ou não. 


Contem-me: conhecem este livro? Já leram outros livros do autor? O que acham? Que outro livro me recomendavam?





segunda-feira, 9 de agosto de 2021

10 filmes para ver até ao final do ano

agosto 09, 2021 0

No início deste ano, estabeleci uma meta de ver 21 filmes durante este ano - parece pouco, eu sei, mas eu raramente vejo filmes (sou mais de séries), então tinha de estabelecer uma meta realista. Comecei o ano muito motivada a cumprir este objetivo, mas perdi a vontade pelo caminho, por isso ainda só vi 16 filmes até à data de hoje. Assim, como forma de cumprir e superar o meu objetivo, deixo aqui a minha lista de 10 filmes que quero ver até ao final do ano (alguns mais recentes, outros que quero ver há muito tempo):

Como podem ver, são uma grande miscelânea de géneros, mas são alguns daqueles que me têm chamado mais atenção ultimamente ou que eu quero ver há mesmo muito tempo, mas acabo sempre por adiar. Idealmente, quero conseguir ver estes e ainda mais, mas não sei se não me vou perder nalguma série pelo meio, como de costume (ahahah)! 


E vocês: costumam ver muitos filmes? Já viram todos os que estão na minha lista? Quais os próximos filmes que querem mesmo ver?