"Pessoas Que Conhecemos Nas Férias" | Review

março 16, 2026

Há alguns autores para quem eu regresso quando preciso de uma leitura segura, de que sei que vou gostar, que bate com aquilo que me traz conforto - e, ultimamente, a Emily Henry tem-se tornado numa dessas autoras. Em janeiro, depois de ter lido dois livros bastante pesados, ainda que de diferentes formas, decidi que precisava de algo leve e romântico... Por isso, decidi voltar à Emily Henry e ler um livro que queria ler há algum tempo e cujo filme tinha acabado de sair na Netflix.



Pessoas Que Conhecemos Nas Férias é sobre dois melhores amigos que não têm nada em comum: a Poppy e o Alex. Ela adora viajar, ele prefere ficar em casa com um livro. Ela tem um lado selvagem, ele gosta de calças caqui. Quando se conheceram na faculdade, ele achou-a excêntrica e ela achou-o aborrecido. Mas bastou uma longa viagem de carro para uma profunda amizade surgir, bem como a tradição de viajarem juntos nas férias de verão todos os anos. Amores e amigos vêm e vão, mas Alex e Poppy são uma constante na vida um do outro e mantiveram o seu ritual por mais de dez anos... até ao dia em que estragaram tudo. Aconteceu há dois verões e, desde então, nunca mais falaram. 


Aparentemente, Poppy tem tudo aquilo com que sempre sonhou, mas a verdade é que a última vez que se sentiu verdadeiramente feliz foi naquela última viagem com Alex. Por isso, aproveitando o casamento do irmão mais novo de Alex, Poppy consegue convencê-lo a fazerem mais umas férias juntos, como nos velhos tempos, e ele concorda. Agora, têm uma semana para resolver tudo... Isto se, claro, Poppy conseguir evitar a incómoda verdade que paira sobre a relação de ambos desde o início.


Este foi o terceiro livro que li da autora e, provavelmente, foi o meu favorito. Eu gosto imenso da forma como a Emily Henry escreve e conta histórias: de forma leve e cativante, não deixando, por vezes, de tocar em temas mais sensíveis ou de ter algum drama misturado com pitada de comédia e humor. Isso faz com que, para mim, eu consiga ler os livros dela super rápido, imaginando um filme a decorrer na minha cabeça. Isso aconteceu com este livro de tal maneira que eu o li em dois dias - fiquei viciada e o próprio ritmo do livro fez com que eu não quisesse parar de ler porque queria desvendar tudo o que tinha acontecido com a Poppy e o Alex. Sinceramente, só não o acabei ainda mais rápido porque tinha de trabalhar e não podia passar o dia a ler.



Gostei imenso da alternância entre o passado e o presente, porque acho que isso só aumenta ainda mais a curiosidade e a vontade de continuar a ler, dando-nos a compreender o que aconteceu nas viagens anteriores, sem desvendar imediatamente como é que as coisas chegaram ao estado em que estão no presente. Este livro teve o condão de me fazer rir e chorar, apaixonar-me pelo Alex tal como a Poppy, irritar-me com os dois e consegui acabar o livro emocionada, mas a sorrir. Uma história simples e talvez com o seu quê de clichê, mas que de alguma maneira me cativou e se tornou o meu livro favorito da autora.


Talvez por isso o filme tenha sido uma desilusão tão grande. Acredito que, para quem o vir apenas como filme, sem ter expectativas ou o background do livro, possa ser um bom filme de romance, mas, para mim, foi impossível não estar sempre a comparar com o livro e acabar super desiludida. Houve várias escolhas que eu não compreendi: como alterarem o nome e a profissão de algumas personagens ou alterarem a timeline de algumas viagens e dos respetivos acontecimentos, bem como todo o desenvolvimento final. Para mim, as únicas coisas em que acertaram foi na escolha dos atores para as personagens principais, que eu acho que foram capazes de captar a essência das personagens. Percebo que os filmes dificilmente podem ser totalmente fiéis ao livro, mas acho que, neste caso, podiam ter feito bem melhor.


Partilhem comigo as vossas opiniões caso já tenham lido o livro e se já viram o filme e o que acharam!


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